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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

CDS o partido de “fachada”


Qualquer pessoa que se interesse pelos destinos do país e que preste alguma atenção aos nossos políticos, certamente já se apercebeu que tudo o que o Portinhas promete em feiras, não passa disso mesmo, promessas. Que tudo o que antes era prioritário, depois, quando no poder, é esquecido e tudo o que é irrevogável pode passar, num piscar de olhos, a revogável. A falta de caracter é a raíz do mal dos nossos partidos e que no CDS atinge o seu expoente máximo.

No CDS cultiva-se essa cultura nos membros do partido a tal ponto que se cai no ridículo. A comissão europeia recebeu uma queixa de Maros Sefcovic - “A comissão recebeu 312 perguntas virtualmente idênticas de um único deputado, a perguntar acerca das relações da EU com quase todos os países do Mundo”. O comissário eslovaco demonstrava a sua preocupação com o estratagema que visa apenas inflacionar a actividade parlamentar dos deputados europeus, sem consequências positivas para o desenvolvimento dos trabalhos.

Ao que parece os “fura-esquema”, como sempre, são portugueses e espanto dos espantos, deputados do CDS. As alminhas, a saber Diogo Feio e Nuno Melo, neste último ano de mandato e talvez devido à sua fraca participação nos outros três anos dos quatro que compõem o mandato, desataram numa corrida desenfreada qual competição, de perguntas ao parlamento. O problema é que, tal como a fábula da lebre e da tartaruga, acordaram tarde. Vai daí, e como se “cagaram” para o parlamento europeu e os seus debates - a única coisa que realmente lhes interessou foi o cacau no final do mês – arranjaram duas ou três perguntas e reciclaram-nas para todos os países do mundo incluindo Quiribáti, que eu pessoalmente nunca ouvi falar, com o único prepósito de virem para Portugal de boca inchada dizer que foram muito activos no parlamento europeu...

Assim Diogo Feio e Nuno Melo interpelaram o executivo comunitário só este ano 848 e 889 vezes respectivamente, sendo os dois responsáveis por quase 20% das perguntas submetidas por todo o parlamento este ano(!) o que é fenomenalmente vergonhoso, dado o teor das perguntas.

Além de me envergonhar o facto de ser este tipo de gente a representar o meu país numa instituição tão importante, dá-me asco. Isto porque a nossa comunicação social, sabendo disto, pura e simplesmente não deveria de os convidar para mais nada! Deveriam ser banidos dos órgãos de comunicação social e de quaisquer cargos públicos. No entanto, volta e meia é ver estes artistas a mandar bitaites nos programas de televisão nacional (e a ganhar umas coroas extra) ao invés de estarem a fazer o seu trabalho de deputado europeu. Seria impensável num país do norte da europa alguém contratar estes tipos sabendo que os mesmos não exercem (ou exerceram) a função condignamente. É esta mentalidade que faz falta no nosso país: exigência.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

O (in)sucesso da troca da dívida


A semana passada – com uma grande ajuda, uma vez mais, dos meios de comunicação social – o governo bradou em todas as direcções e no máximo que os pulmões permitiram, que a troca de dívida realizada havia sido um sucesso. Um sinal de confiança dos investidores na economia portuguesa. Será mesmo assim?
1º - O governo queria trocar não 6,2mil milhões, mas sim 25mil milhões, ou seja só conseguiu 25% do que queria. Não sei o que parece aos outros mas a mim parece-me um falhanço.

2º - Os 6,2mil milhões (mais coisa menos coisa) que foram trocados, só o foram graças aos investidores portugueses – a banca nacional – ou seja,os investidores estrangeiros, que no fundo são os que representam os mercados, não foram na conversa e não trocaram a sua dívida, o que significa que querem o seu dinheirinho já e não tencionam investir novamente na nossa dívida. Já a banca nacional, como de costume, devido às ligações umbilicais que tem com as finanças públicas, aceitou prolongar. E é fácil perceber o porquê. Nem vou falar de quem é que beneficia com as PPP’s, ou com as rendas excessivas (que permanecem intocáveis e sabemos o porquê). Relembro apenas que a banca nacional comprou dívida nacional a 7 a 12% de juro em 2011, descapitalizando-se e depois beneficiou através do empréstimo do FMI a Portugal de uma tranche desse empréstimo a 1,5%. Ou seja esta relação de pura simbiose e dependência (com lucro para os bancos) faz com que por vezes também tenham de fazer uma ligeira vénia. Por serem só os investidores nacionais a aceitarem, esta troca parece-me pura especulação numa tentativa de “enganar” os mercados, pura fantochada. Ou seja, um falhanço.

3º - E no seguimento do ponto n.º2, os bancos fizeram a vénia, sim, mas fizeram-na com os bolsos cheios. Porque trocaram dívida a 3% de juro, por dívida com 5% de juro. Numa situação tão difícil, em que começam a ouvir-se cada vez mais vozes a sugerir a renegociação da dívida para baixar os juros, este governo conseguiu a proeza de os aumentar. Mas como os nossos políticos só pensam no dia de hoje, em que são eles a governar e a mamar e não pensam no amanhã, que serão outros a ter de pagar, para eles isto foi um sucesso, para mim não – falharam.
4º - Para este ponto vou usar o gráfico que o jornal Expresso publicou no suplemento económico. Ora “metam” mais 6mil milhões no gráfico nos anos de 2017 e 2018 e vejam onde vai para a barrinha do gráfico. Mesmo que distribuam 3mil por cada ano, não vão ser anos fáceis para quem governar e para os contribuintes.
 
5º - Para quem gozou e insultou Sócrates quando disse que as dívidas dos países não eram para ser pagas mas para ser geridas, sugiro que comece a engolir o sapinho. Porque o que este governo fez, na pessoa de Maria Luís Albuquerque é exactamente isso. Não pagaram, geriram, empurrando com a barriga para a frente, justificando assim o tão empregue ditado popular “quem vier atrás que feche a porta”.

6º - E último e em jeito de reflexão, deixo aqui um considerando. Se vamos pagar uma taxa de juro de 5% por dívida a 3 anos quanto é que vamos pagar de juro para dívida a 10 anos? Caso não se recordem a taxa de 7% foi considerada por todos proibitiva e motivo suficiente para recorrer ao FMI…

Que belo sucesso temos aqui!!...

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Luis Filipe Vieira também foi ao BPN..

(Quase que me apetece perguntar: e quem é que não foi??)


Luís Filipe Vieira goza de um estatuto que poucos portugueses algum dia irão gozar. É presidente de um clube de futebol, ainda por cima, de um grande. Como todos sabemos em Portugal quando o cidadão comum alcança o estatuto de figura pública ganha quase como um “medalhão” de protecção, qual item mágico saído do jogo World of Warcraft ou de um filme do Senhor dos Anéis ou Hobbit.

Esse medalhão mágico, além de proteger das consequências que poderão ter as bisbilhotices do Ministério Público, abre também outras portas que se encontram bem trancadas ao comum do cidadão português. O medalhão confere ao portador uma áurea de honestidade e de boas intenções que faz qualquer um esvaziar os bolsos para o ajudar na sua cruzada ou apenas para vencer as suas dificuldades financeiras correntes, vicissitudes claro está, de uma vida difícil de figura pública.


Estes esquemas financeiros em que se atribuem créditos sem garantias bancárias não estão ao alcance de todos, só dos que possuem o tal “medalhão mágico”. Depois, ainda há medalhões e “medalhõezitos”, consoante o grau da figura pública. Conceder um crédito de 20milhões sem garantias não é para todos. Conseguir pagar parte do crédito com acções da SLN (que não eram cotadas em bolsa, pelo que ninguém pode saber o valor real de cada acção) também não é para todos. Ficar a dever 17milhões ao BPN, ver a sua dívida ser transferida para a Parvalorem com o rótulo de incobrável, não vendo os seus bens confiscados e continuando a fazer a sua vida normal de presidente de uma instituição pública desportiva que recebe incentivos do estado, não é definitivamente para todos! Só mesmo a nata da nata das figuras públicas, munidas de um mega medalhão mágico, podem almejar tal estatuto!!

O cidadão comum, esse parasita da sociedade, que nada fez para subir na vida e lutar por agarrar o seu medalhão mágico, só tem é que pagar pela sua inércia e inépcia e embevecer-se com a classe, a elasticidade, a “lábia” e falta de senso civil que abunda nestes espertos da sociedade.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

A hipocrisia de Cavaco não encaixa em Mandela


A morte de Mandela já era esperada há pelo menos alguns meses visto que dependia de uma máquina para viver, o que eu não esperava era que Cavaco quisesse ir à cerimónia fúnebre do mesmo. Isto porque em 1987, Cavaco, então primeiro-ministro de Portugal, resolveu votar contra a libertação de Mandela ao lado do Reino unido e Estados Unidos da América. Podem dizer que o voto contra baseou-se apenas no facto de ser na libertação armada, podem dizer o que quiserem. O facto é que os outros países, os que não concordaram, abstiveram-se. Portugal nem votou a favor, nem se absteve, votou contra.
A verdade é que aproveitámos essa desculpa para defender os nossos interesses. Portugal tinha, e tem, uma comunidade de dimensão razoável na África do Sul, principalmente de Madeirenses, cujos negócios poderiam implodir com o fim do Apartheid. Fomos calculistas, fomos egoístas e pensámos apenas nos nossos interesses. Temos de assumir esse erro.

Custa-me por isso pensar, que alguém que há 26 anos teve esta atitude vá agora, como se nada se tivesse passado, ao funeral de quem quis calar, de quem quis manter controlado. Corremos o risco, como país, de sermos ridicularizados por isso. Enviem a Presidente da Assembleia da República Assunção Esteves, enviem o Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho, enviem o Vice ou o ministro dos negócios estrangeiros, porque a homenagem a Mandela é mais do que merecida. Mas por favor, tenham vergonha na cara e não enviem o presidente que foi o responsável à data pelo nosso voto contra!..

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Privatização da EGF

Já fiz algumas referências à Empresa Geral de Fomento do grupo Águas de Portugal, que gere as empresas do grupo na área do tratamento dos Resíduos Sólidos Urbanos. Creio que até já alertei para a mina de ouro que representa de tal maneira que, por exemplo, em Itália este serviço é controlado pela máfia. Todos sabemos que onde a máfia investe é porque dá dinheiro. Ora sendo um monopólio, tal como a EDP, a PT, a REN os CTT a AdP, etc., é um perigo calhar em mãos mafiosas.
Vem hoje no diário económico online, que para além de investidores estrangeiros, também algumas empresas nacionais estão interessadas, curiosamente da área da construção a saber: Mota-Engil, DST e Teixeira Duarte. Não é que as mesmas sejam “expert” na matéria, mas onde cheira a dinheiro as construtoras estão lá. Mais, todos sabemos e conhecemos exemplos de ligações partidárias de administradores de construtoras. Infelizmente a construção civil aparece muitas vezes ligada a negócios pouco claros de desvios de dinheiro e por isso, nos dias de hoje, goza de uma imagem (corrupta) justamente atribuída.
 

domingo, 8 de dezembro de 2013

Bruno Maçães

O secretário de estado do governo – que diga-se é mais um boy teórico - está sob fogo pelo discurso retórico que teve na Grécia, que chocou os mesmos e os restantes países europeus, sendo até apelidado de mais alemão que os alemães. O que tem alguma razão de ser uma vez que o mesmo trabalhou em Berlim antes de vir para o governo português. Quem sabe não é um enviado especial para defender os interesses alemães em Portugal? É que até parece que ele – Bruno Maçães – não pertence ao governo de uma país intervencionado com enormes dificuldades. É que este discurso vindo de um país cumpridor até se compreende, de um governo devedor já é mais difícil de entender! Constança Cunha e Sá chamou-lhe tonto e lunático, eu chamo-lhe alemão extremista. http://www.tvi24.iol.pt/opiniao/constanca--constanca-cunha-e-sa-opiniao-comentario-bruno-macaes-tvi24/1516087-5339.html

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Ângelo Correia – Subvenção vitalícia


Questionado por uma jornalista da Antena 1, no dia 24 de outubro de 2011, sobre um eventual corte de 14% nas subvenções vitalícias (de que é beneficiário em 2.200€), Ângelo Correia disse “aceito essa medida, ressalvando no entanto que não pretendo abrir mão de um direito adquirido”. “Os direitos que nós temos são direitos adquiridos legalmente, no sentido em que foi um cumprimento. Uma contrapartida perante aquilo que durante 20 anos, como é o caso, as pessoas desempenhara, em muitos casos com dedicação de tempo que lhes comprometeu uma parte da vida profissional.”

Podemos assim concluir que para Ângelo Correia – que criticou por mais que uma vez os direitos adquiridos dos trabalhadores dos Estaleiros de Viana, do terminal dos contentores de Lisboa, dos funcionários públicos ou dos pensionistas - os descontos que os referidos fizeram ou os ordenados que auferem são ilegais ou imerecidos, porquanto podem ser subvertidos a qualquer momento pois não se consideram direitos adquiridos!!..

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Subvenções Vitalícias


“Os dados relativos a pensões vitalícias passaram a ser secretos em meados de 2011, dificultando o seu escrutínio” (porque será?)

“Entre alguns nomes conhecidos temos José Lello (2.234€), Manuel Alegre (2.000€), Ângelo Correia (2.200€), Duarte Lima (2.200€), Marques Mendes (2.905€), Carlos Brito (2.800€), Carlos Carvalhas (2.800€), Jerónimo de Sousa (2.400€), José Magalhães (2.600€), Odete Santos (3.000€), Zita Seabra (3.000€) e Narana Coissoró (2.905€).”

“A aparente contradição do PCP que votou contra  o «Estatuto remuneratório dos titulares de cargos políticos» em 1985, mas cujos deputados não deixaram de beneficiar(…)” justifica ser “(…) orientação do partido a não utilização dessa verba em proveito pessoal e de esta ser colocada ao serviço dos trabalhadores do povo português, do seu esclarecimento e da sua luta.”

 

“Rui Gomes da Silva (comentador de futebol na Sicnotícias), ex-ministro e ex-deputado beneficiário de uma subvenção mensal vitalícia de 2.100€, ao mesmo tempo que prossegue a actividade de sócio fundador da sociedade de advogados Legalworks, em acumulação com os cargos de vice-presidente do Sport Lisboa e Benfica e administrador das empresas Benfica Futebol SAD, Benfica Estádio e Benfica Multimédia.”

Armando Vara (2.000€) e Dias Loureiro (1.700€) são outros felizes contemplados.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Aumento das Taxas Aeroportuárias em Lisboa


Tal como eu tenho vindo a referir no blog (para quem quiser basta procurar), a empresa vencedora da concessão a ANA procedeu ao terceiro aumento em menos de 1 ano. Logo em Janeiro foram 15%, em junho foram 4,3% e agora em novembro foram mais 4,4%. Este terceiro aumento estava previsto para 2014 na ordem dos 5% por isso, ou foi antecipado ou em janeiro vem mais um aumento.

No total em menos de um ano o aumento já se cifra nos 24%. Como alguém tem de pagar o aumento, prevê-se que as companhias transferiam este aumento de custo directamente no preço dos bilhetes. A Vinci vê assim a sua margem de lucro a aumentar e o tempo de amortização do investimento a reduzir de forma muito interessante (aumentando os lucros finais).

Não tardará muito e estaremos a ler nos jornais, nomeações de ex-políticos deste governo para cargos de administração na ANA. Até porque de aviação percebe o Relvas que vendeu vários cursos de técnicos aeroportuários aos Municípios do interior…

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Estaleiros de Viana

Mais um processo muito obscuro nos milhares de casos de má gestão da propriedade do estado. O estado, através dos nossos políticos, que nunca souberam nomear gente competente para administrar os estaleiros, decidiu conceder os direitos de exploração até 2031 a troco de 7milhões de euros, no entanto vai ter de gastar 30milhões a despedir funcionários… Claro que o governo vai dizer que tinha um prejuízo anual de 10milhões e, por conseguinte, é um excelente negócio. Mas a questão não é essa. A questão é: então e se a empresa fosse bem gerida, por gestores competentes e não políticos, quanto poderia render a empresa ao estado? Esta era pergunta que eu gostaria de ver respondida, porque estou farto de ver casos de empresas públicas mal geridas de forma propositada, até apodrecer, ou atingir uma valorização ridícula, para ser vendida a amigalhaços por tostões, publicitado na comunicação social como sendo um grande negócio para o estado e que ao final de dois anos estão a dar lucros astronómicos! Por último quero ver o que o sindicato faz. Quando é para exigir estão sempre prontos e nunca cedem e agora os trabalhadores, cuja massa salarial é altíssima – muito acima do mercado – arriscam-se a ficar no desemprego de longa duração. É também um caso para reflexão. Mas como é hábito, o sindicato vai dizer que lutou, que colocou uma providência, blá blá… mas no final acaba tudo na mesma: no desemprego.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Para onde foi o dinheiro? - Parte 3

Carlos Horta e Costa, ex-presidente dos CTT comelou a ser julgado no tribunal de coimbra no dia 26 de novembro de 2012, devido a actos de gestão que, segundo o Ministério Público, terão lesado a empresa em cerca de 13,5milhões de euros. Com destaque para o edifício dos CTT sito em Coimbra, no dia 20 d Março de 2003, por 14,8milhões de euros à empresa Demagre. Nesse mesmo dia, a Demagre revendeu o edifício por 20milhões à ESAF – Espírito Santo Activos Financeiros – obtendo uma mais-valia instantânea de 5,2milhões de euros. As escrituras foram feitas uma a seguir à outra no Cartório Notarial de Alcobaça e, logo a seguir, no mesmo dia, os gerentes da Demagre levantaram 1milhão de euros em notas de 500euros no banco ao lado, que os investigadores concluíram terem sido para luvas(…)

Para onde foi o dinheiro? - Parte 2

(…) Borges foi contratado pelo governo de PPC como consultor, estando a acompanhar os processos de privatizações(…)o contrato foi acordado dia 29 de fevereiro de 2012 entre a empresa estatal Parpública e a ABDL Lda., uma sociedade detida por António Borges e diogo Lucena. Até agora sem contar com IVA, já recebeu 300mil euros de 1 de fevereiro de 2012 a 1 de fevereiro de 2013, fora o montante das despesas efectuadas neste ano de contrato, que foi entretanto renovado por mais um ano.(…)

Para onde foi o dinheiro? - Parte 1

(…) O SIRESP foi adjudicado a um consórcio liderado pela SLN em 2005, por um valor de 538,2 milhões de euros. O despacho da adjudicação foi assinado pelo então ministro da Administração Interna, Daniel Sanches, no dia 23 de Fevereiro de 2005, ou seja, três dias após as eleições legislativas que resultaram na vitória por maioria absoluta do PS de José Sócrates. O consórcio liderado pela SLN foi o único que participou no concurso porque as outras empresas convidadas (Siemens, Nokia e a Elocom) desistiram alegando que o concurso estava previamente decidido.(…) Daniel Sanches, ex-administrador da Pleiade (empresa do grupo SLN) exerceu cargos de administração durante 8 anos, até ser nomeado ministro do Governo de Santana Lopes(…) (…) Almiro de Oliveira – um especialista em tecnologias de informação – não consegue encontrar justificação para os valores de adjudicação, uma vez que no seu relatório previa um investimento entre 100 e 150milhões e a tecnologia contratada foi a mesma(…)

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Medina Carreira decobriu a pólvora!

Ontem à noite no programa habitual de segunda-feira, Medina Carreira, após as explicações dadas por um ex-secretário de estado da energia, sobre o porquê da energia eléctrica em Portugal ser das mais caras da europa com perspectivas de aumentar ainda mais já no próximo ano, teve a seguinte expressão: “Bem chego à conclusão que seria melhor a EDP ser do estado e não ter sido privatizada, porque concorrência não existe e cada vez paga-se mais. A teoria que nos venderam que privatizando o mercado ia funcionar e os preços baixar, estava completamente errada! Fomos enganados! Nestes casos mais valia a empresa ser do estado!”. Hello!?? Só agora é que percebeu que monopólios não devem cair em mãos de privados que procuram lucros chorudos?? Já vai tarde…

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

A manipulação da Comunicação Social

Por mais que uma vez já abordei no blog a problemática da parcialidade da nossa comunicação social. A revista visão lançou um artigo que vem confirmar isso mesmo. Recomendo uma leitura atenta do artigo apresentado no link, principalmente para quem ainda tem dúvidas do porquê deste país não ter futuro e sistematicamente entrar em colapso financeiro mesmo quando beneficia de ajudas comunitárias que outros países utilizam para crescer. A manipulação da informação é uma forma de manter o povo ignorante, ou seja, controlado. A cultura da ignorância é uma arma imprescindível em qualquer regime ditatorial no mundo. Por isso, para quem pensa que fez uma revolução no dia 25 de Abril de 1974, lamento ser um desmancha prazeres. O que se fez foi uma intervenção plástica das grandes famílias e grupos económicos que passaram todos a ser 200%democráticos e defensores da sociedade, mas que nos bastidores controlam e manipulam através do “conhecimento controlado”(ignorância), a verdadeira liberdade de escolha da população.

http://aventadores.files.wordpress.com/2013/11/visc3a3o_entrevista-fms.pdf

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Qualificação de Portugal – Mundial 2014

A selecção nacional de futebol 11 qualificou-se, com muito sofrimento pelo caminho, para o mundial de 2014. Os comentadores foram unânimes: grandes jogadores, grande selecção, um excelente trabalho de Paulo Bento etc. Como é costume neste país, o sucesso cega e é por isso que o país demora muito tempo a evoluir, porque as pessoas contentam-se em atingir apenas os mínimos, nunca pensam em ir mais além. A verdade é que a selecção teve jogos sofríveis contra equipas medíocres que puseram em evidência a falta de qualidade dos jogadores ou falta de profissionalismo. A nossa sorte é termos o melhor jogador do mundo da actualidade, quiçá o melhor jogador Português de todos os tempos, que vai disfarçando a pobreza da qualidade geral dos jogadores que compõem o grupo e a pobreza da equipa técnica. Se estivermos à espera que H.Postiga ou Hugo Almeida marquem um golo, poderemos necessitar de anos. Se esperarmos que o Nani faça algo mais para além de perder bolas, poderemos necessitar de anos. Se esperarmos que o Raul Meireles e Moutinho ou Rúben Micael aguentem mais que 50min de jogo, poderemos também necessitar de anos… Existem alternativas? Talvez não, mas uma coisa é certa, aqueles que referi já sabemos o que produzem: muito pouco. Tive a sorte de ver a selecção de Paulo Sousa, Rui Costa, Figo, João Pinto, Sá Pinto, Pedro Barbosa, Capucho, Sérgio Conceição, Pauleta, Nuno Gomes, Peixe, Fernando Couto, Rui Jorge e Jorge Costa jogar. Tive a sorte de ver a selecção de Costinha, Petit, Tiago, Paulo Ferreira, Simão, Ricardo Carvalho, Maniche, Deco, Figo, Cristiano, Pauleta e Nuno Gomes Jogar. Como tive essa sorte, confesso que não me encanta o estilo de jogo pobre em técnica que a selecção actual apresenta. Se Cristiano Ronaldo consegue brilhar rodeado de tanta mediocridade, nem quero imaginar como ofuscaria se jogasse rodeado dos jogadores que referi anteriormente. Depois há a questão Paulo Bento. Sempre disse que o considero um treinador com sorte, e isso também é importante. O azar, e é por isso que ele nunca vai brilhar como um Mourinho, é que ele é um bronco de primeira. Se à sorte que tem juntasse o mínimo de inteligência era um treinador de top. Assim não passa de um mediano. De um bronco mediano. Consegue com a sua bronquice fazer com que jogadores de top se incompatibilizem com ele, já foi Ricardo Carvalho, Rolando, Bosingwa, Tiago, Manuel Fernandes e agora, recentemente, Danny. Este último, considerando o que não produz Nani e a falta de jogadores na equipa com capacidade de transportarem a bola no pé, demonstra de facto o grau de bronquice da equipa técnica. Mas o que esperar de um treinador que numa conferência de imprensa veio dizer “já estavam de facas afiadas para nós e agora vão ter de as guardar”? Esta mania da perseguição, este complexo, esta falta de segurança, dá nestas querelas, nestas intrigas de escola básica adolescente, onde um cochichar ou um riso se transforma num enorme enredo. Transforma gente bem-humorada em reaccionários! Enfim… Vamos ao mundial e o milagre até pode acontecer, mas podíamos ir com uma ODD a nosso favor muito superior.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

A Irlanda deu de "froskes" - Abandonou-nos

A Irlanda surpreendeu meio mundo ao anunciar que desistia de negociar um programa cautelar assumindo o risco de ir aos mercados sem uma ajuda oficial. Digo oficial porque como ainda têm 25mil milhões amealhados do empréstimo concedido pela Troika, o risco é menor. A Irlanda sempre foi diferente de Portugal. Comecemos pela imagem e confiança que transmitem para fora que é muito positiva e superior a Portugal. A Irlanda era apontada como um caso de sucesso de crescimento e integração europeia, logo aí, vem o benefício de ter apoio dos que não querem perder a razão. Portugal ao contrário tem há muito anos, uma imagem de desperdício. Também a natureza da crise é diferente. Na Irlanda a crise rebentou por causa dos bancos (sector privado) e não por causa da incapacidade dos governantes para conduzir o país. Pelo contrário, a nossa crise tem por base anos e anos de má gestão da nossa classe política a mesma que é suposto resolver problemas em 3 anos que não resolveu em 35. Por último a Irlanda tem dois parceiros estratégicos muito importantes na economia global, Reino Unido e Estados Unidos da América. Portugal está sozinho. Os únicos parceiros que tem, são grupos de empresários que compram empresas portuguesas rentáveis para levar os lucros para os seus países de origem. Se tenho inveja da Irlanda? Tenho. Se acho que podemos seguir-lhe o exemplo. Tenho muitas dúvidas e para dizer a verdade, a bem do país era bom que não. Se isso acontecer iremos continuar com a mesma classe política até ao próximo trambolhão...

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Quem dá e tira para o inferno gira

Era um ditado popular que me fartei de ouvir nos meus tempos de infância no norte do país. Lembrei-me dele a propósito de uma notícia relacionada com a EDP. Um dia destes - talvez na apresentação do orçamento de estado – o governo fez grande festa e campanha porque vai, finalmente, cortar nas rendas excessivas da electricidade. Claro que os compradores da EDP não acharam piada nenhuma ao facto e não perderam tempo: trouxeram uma delegação acompanhada de diplomatas para "falar" com o governo. Basicamente para dizer que o governo com eles não fazia farinha! Não admitem que o governo mude as regras após um ano da venda dos 25% do capital da EDP. Resultado, ouvi anteontem que a entidade reguladora propõe um aumento de 2,5% do preço da electricidade para o ano de 2014. Será que a nossa economia cresceu 2,5% para justificar este aumento? Serão as nossas tarifas mais baratas do que as praticadas na europa? Não e não. Pelo contrário, a nossa economia contraiu, os salários baixaram e a nossa tarifa de electricidade é das mais caras da europa. Só posso concluir uma coisa, o governo quis fingir que ia ser forte e tirar rendimentos ao gigante EDP e com a outra mão vai compensar o que tira transferindo essa verba para o bolso dos contribuintes directamente. Como eu não tenho a força diplomática e económica dos chineses, só me resta a pressão psicológica e dizer “quem dá e tira para o inferno gira”, sabendo no entanto que não terá grande efeito, pois aquela gente não tem peso na consciência... Nota: o lucro da EDP aumentou 4% no primeiro semestre de 2013, atingindo os 603milhões.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Movimento que se lixe a troika

Este movimento para mim não faz sentido nenhum e é mais uma prova de como este povo é facilmente manipulável devido à sua ignorância, direi mesmo básica, da situação em que se encontra o país. E não é preciso comprar livros. Bastava que em vez de verem Secret Story’s 4 vissem de vez em quando alguns debates e lessem algumas crónicas de jornais. A troika está em Portugal porque precisamos dela. Precisámos de 75mil milhões para não declarar bancarrota e a troika (Banco Central Europeu, FMI e a Comissão Europeia) decidiram emprestar. As condições do empréstimo foram essencialmente duas, a primeira diz respeito à taxa de juro fixada em 3,5%, a segunda que reduziríamos o défice do país de forma a garantir que não ficariam a arder com o dinheiro. Tudo isto me parece normal. Quem empresta quer sempre garantias. Tal como qualquer cidadão tem de hipotecar algo ou ter fiadores, a troika quis reduzir o défice. Porquê? Porque se não o reduzirmos e continuássemos a endividarmo-nos, quem é que nos emprestaria dinheiro outra vez? Ninguém e entraríamos em falência. Se conseguíssemos eliminar o défice em princípio seriamos autossustentáveis e poderíamos pagar, aos poucos, as nossas dívidas. O juro é alto? Talvez, mas na altura que se pediu o resgate era de 7% e chegou aos 14%! Actualmente está nos 6%. Tendo isso em consideração uma taxa de 3,5% parece-me muito bem! Podemos dizer inocentemente e talvez com alguma hipocrisia que 1% seria melhor e resolveria o nosso problema. Certo! Mas quem empresta é quem manda! Se fosse a 1% se calhar o FMI preferia emprestar a outro país. Por isso, deixem de se levar por discursos demagógicos e politiqueiros tipo Paulo Portas – “quero em junho de 2014 esses senhores daqui para fora” – porque na realidade precisamos deles e só beneficiámos da sua ajuda porque somos sócios há largos anos do FMI, caso contrário tinham-se “cagado” para nós. Que se lixem mas é os nossos políticos, os que nos levaram a esta situação e os que hoje governando, nada fazem para nos tirar dela!.. Esses sim é que merecem um movimento!

O profeta do Bolo Rei

Cada vez que o vejo mais me convenço que deve estar com um problema de Alzheimer grave. É que o nosso mestre do bolo tradicional de natal, todos os dias profetiza teorias e avisos que são exactamente o oposto das políticas que o governo de Portugal implementa. Assim sendo, só pode ter Alzheimer! A meio do dia já se esqueceu do que disse de manhã e à tarde já não se lembra que para ser coerente com as suas ideias teria de demitir o governo…