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terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Autárquicas 2017

Confesso que fiquei estupefacto com a notícia da possibilidade do PSD não apresentar nenhum candidato à presidência da Câmara Municipal de Lisboa e apoiar a candidata do CDS-PP Assunção Cristas. Nem sei muito bem o que pensar disto. Estamos a falar da capital do País, não estamos a falar de uma autarquia qualquer do interior. Não haverá ninguém, nos mais de 35mil filiados no partido que se chegue à frente para dar a cara pelo partido? Ou será que Passos Coelho não quer?
Segundo ouvi nas notícias, foram realizadas sondagens para ver qual dos membros do partido teriam maiores possibilidades de derrotar o “todo poderoso” Fernando Medina nas próximas eleições. Pelos vistos chegaram à conclusão que nenhum dos nomes lançados para candidatura obtiveram grandes resultados na sondagem. O problema é que as sondagens podem ser sempre manipuladas, basta para isso começar com um mau nome. Por exemplo falaram em Maria Luís Albuquerque, Miguel Relvas e Luís Montenegro. Mas qual destes o melhor? Nem consigo dizer qual destes gozará de maior popularidade depois do governo de ideologia “garrote”, que foi o do PSD, onde todos estes ilustres participaram.

Se é para lançarem este tipo de candidato, então de facto mais vale estarem quietos. Não percebo é porque não lançam um outro tipo de candidato que nada tenha tido com o anterior governo. Será que Passos não quer novos protagonistas no partido? Estará disposto a abdicar de um candidato para não ter oposição dentro do partido? Isto parece um pouco "totalitarista" e um erro enorme para o partido que poderá ter consequências graves na sua mobilização. 

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Jogos Olímpicos – Rio 2016

Sempre que se inicia esta prova desportiva os portugueses enchem-se de esperanças nos seus atletas, como se não houvesse concorrência. Este histerismo, pouco fundamentado, porque muitos dos atletas que chegam aos jogos, chegam com os mínimos de qualificação mas sem grandes títulos na sua carreira, dá lugar a uma frustração também bem ela sem qualquer sentido. É dizer mal das pessoas, dos técnicos, da organização, dos dirigentes do comité olímpico, tudo está mal.
Eu relembro que a maioria das medalhas conquistadas tinham por trás picos de forma de atletas que chegaram a títulos de campeão europeu ou mundial. Quantos conseguiram estes títulos antes de chegarem aos jogos? Quantos dos que lá estão são o n.º 1 do ranking mundial?
Isto lembra-me um pouco a história da cigarra e da formiga. O país não investe no desporto, tirando o futebol e depois quer títulos. Os atletas que sobressaem no desporto português fazem-no devido à sua dedicação ou carolice dos pais. Hoje já vemos algumas escolas, principalmente privadas, com piscinas para os seus alunos, com infraestruturas desportivas interessantes. Ainda assim, não há um recrutamento específico e mesmo que o haja é necessário que depois haja competição. Não posso comparar o desporto chinês, norte coreano e afins, mas posso dizer que noutros países desenvolvidos como EUA, os liceus estão dotados das infraestruturas e de equipas organizadas em que os jovens em vez de praticarem vários desportos em “educação física”, optam por um desporto e focam-se nele, pois as escolas têm equipas.
Aqui em Portugal, os desportistas não são alvos de um recrutamento jovem. Sãos os pais, um professor, ou dedicação que faz com que se desenvolvam até à idade de competir a nível internacional e então aí sim, são recrutados por alguns clubes que lhes dão uma pequena ajuda ao seu desenvolvimento. Mas até aos 20 anos estão por sua conta. Isto faz com que, volta e meia, lá surge um atleta que tem capacidades físicas próprias que fazem dele capaz de fazer a diferença, mas não há continuidade, porquê? Porque um Phelps é recrutado muito cedo, porque a aposta é feita tendo logo em análise o biótipo dos pais. Se os pais são “baixotes” nem sequer perdem tempo em formar o atleta. É outro estilo. No nosso caso, às vezes lá acontece que, o muito esforço, dedicação, sorte e forma física no momento, chega para conseguir uma medalha. Mas não há padrão. Já repetimos alguma medalha, na mesma prova com atletas diferentes? Acho que não. Vemos quenianos apostar nas maratonas ou corridas de fundo, jamaicanos nas de velocidade, vê-se um padrão.
O nosso histórico diz que, até à data, temos 24 medalhas: 

Olhando para a participação no Rio, sem contar com o Bronze de Telma Monteiro, ver duas atletas no top 10 do triplo salto feminino, Patrícia Mamona (6ª) e Susana Costa (9ª), parece-me muito bem. Um pequeno país como o nosso ter 2 atletas no top 10? N. Évora no 5º? 4º lugar no k2 1000, 5º no k1 1000? 10.º no ciclismo de estrada? 7.º no contra-relógio ciclismo? 14.º nos 400m estilos? 9.º na canoagem Slalom C1? 5.º no Ténis de mesa? 5.º no triatlo? Puxa.. parece-me muito bem para quem aposta tão pouco no desporto.

Tenho esperanças que no futuro o triplo salto venha a ser uma modalidade com continuidade, vejo aqui padrão, tal como a canoagem fruto de termos o maior/melhor construtor de canoas do mundo “Nelo”. Não é por acaso que temos tido boas participações nesta modalidade. De resto, limito-me a esperar uma gracinha de um “cabeçudo” qualquer que insiste em trazer uma medalha com o nossa bandeira ao peito contra todas as probabilidades. Bem hajam pela esperança, esforço, carolice e dignidade no desporto. Desde que não acusem doping - isso sim seria vergonhoso - para mim chegam muito bem estes resultados. 

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Golpe ou farsa na Turquia

Quando na passada sexta-feira dia 15 de Julho, ao princípio da noite surge a noticia que estaria a decorrer um golpe de estado na Turquia, vi-me surpreendido e curioso com o que se estaria a passar. Seria mesmo verdade? Iria resultar? Quem estava por trás deste golpe militar? Seriam melhor ou pior que Erdogan? Será que, do mesmo mal que padeceu a Syria, estaria agora a chegar a vez da Turquia?
Bom, na verdade, nessa mesma noite, pouco depois do dito “golpe de estado”, já o presidente e o primeiro-ministro turcos enviavam comunicados a referir que o “golpe” tinha fracassado. Pensei para mim: estranho, imprudente… rápido? Fiquei um pouco baralhado.
No dia seguinte de manhã a notícia já não era o “Golpe de Estado” mas sim, as mortes e principalmente os detidos! O número de traidores detidos!
O número tem vindo a aumentar e chegou aos 7.500. Dentro deste número cabem militares e juízes do tribunal constitucional que se opunham à alteração da constituição, tão insistentemente proclamada por Erdogan, que na opinião do presidente, dá-lhe poucos poderes e pouco tempo de mandato. Uhmm…

Quando começo a pensar nisto, mais o facto de na Turquia, que foi fundada sobre o princípio de uma democracia laica, se estar neste momento e pela mão de Erdogan, a fomentar o Islão e levar a questão religiosa para o governo e para a nação, começo a temer o pior para aquele país. É impossível dissociar isto de outros momentos históricos em que estes termos de “limpeza” foram utilizados, em que se inventavam traições para eliminar opositores, em que preenchiam lugares com pessoas de “confiança” cuja lealdade rege-se, não por princípios, mas pelo medo do que lhes pode acontecer também, caso o “presidente” se lembre de lhes “limpar” a pele…
Acho que assistimos não a um golpe de estado verdadeiro, mas uma reacção, uma tentativa de sobrevivência de alguém que foi ameaçado de “limpeza”. Hoje uns, amanhã serão outros, pela perpetuação do líder, pelo culto da personagem, pelos ideais de alguém, de um louco ou visionário. A história diz que poderes absolutos são perigosamente dependentes da sanidade mental de quem conduz o destino de um povo.
Vou esperar. Escrevi este post para não me esquecer de vir aqui confirmar quando um dia, pode ser daqui por um ano, ou dois, surgir a notícia de que Erdogan conseguiu finalmente, ou tentou novamente, alterar a constituição da Turquia. Nessa altura vou-me lembrar da “farsa”.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Comissão de Inquérito à Caixa Geral

Numa altura que foi aprovada no parlamento português uma comissão de inquérito à Caixa Geral de Depósitos, não posso deixar de escrever algo sobre este assunto. Qual a real necessidade de proceder a uma investigação à gestão da Caixa para perceber as necessidades de capitalização do Banco quando PSD/CDS, os proponentes de tal investigação, estiveram no governo nos últimos 4anos e, por isso, tiveram acesso (caso quisessem) aos dados do Banco??
A resposta talvez seja simples, ambos sabem o que se passa no banco e que possivelmente muita lama virá à praça pública. Não nos podemos esquecer que Passos Coelho e companhia, até ao primeiro ano de legislatura, foram testando a reação pública a uma possível privatização da Caixa Geral de Depósitos. Numa fase em que o governo tenta a todo o custo reverter as medidas de austeridade e compatibilizá-las com a redução do défice solicitada pelos credores, eis que a capitalização da caixa e a respectiva comissão de inquérito se perfilam como uma bomba capaz de instabilizar as contas do Governo. Vale tudo para regressar ao poder e para atingir objectivos, mesmo que isso signifique colocar o país de rastos. Como reagirão os mercados e investidores quando se souber que a caixa, que está tecnicamente falida, tem servido como esconderijo de dívidas, de créditos mal parados, de esponja absorvente de lixos tóxicos de BPN’s, BPP’s, BES e Banif’s e de muitas empresas do estado?? Que tem havido gestão danosa propositada? Que se escondem contas dos credores? Bom para nós não vai ser…

Parece-me a mim que, qual casca de banana, PSD e CDS lançaram esta comissão de inquérito à gestão da Caixa e que o Bloco de Esquerda, na sua ânsia de brilhar, vai tropeçar nela.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Futebol e TV - Parte II


Fonte: Abola

Ainda sobre as transmissões televisivas, não posso deixar de concordar com as declarações de Manuel Machado - treinador no Nacional da Madeira - quando referiu que os acordos conseguidos pelo Benfica, Porto e Sporting eram muito bons para os grandes mas muito maus para os pequenos clubes. Que os grandes ficariam ainda maiores e os mais pequenos cada vez mais pequeninos.
De facto a centralização dos direitos televisivos e respectiva distribuição de receitas através de factores de ponderação estão na origem da revolução que aconteceu nos últimos dois anos no futebol Inglês.
Agora não são só os grandes que compram bons jogadores, vemos pequenos clubes a darem 10, 20 ou 30 milhões por jogadores que há uns anos seria impensável.
Temos por isso uma Premiere League muito competitiva pois a diferença de orçamentos, apesar de ainda ser grande, não é abismal. 500milhões para 80 milhões é uma diferença de 6,25 vezes.
Em Portugal, no ano em que o Olhanense desceu de divisão (2anos atrás), o Benfica venceu a liga com o orçamento de 95milhões e o Olhanense desceu de divisão com um orçamento de 1,9 milhões – com muito incumprimento à mistura – numa diferença que se cifra em 50x.

Com uma diferença financeira menor, sobressai quem melhor gere o seu dinheiro. Talvez por isso não seja de estranhar que, com vinte jornadas, clubes como o Leicester, West Ham, Crystal Palace, Watford, e Stoke City se encontrem na primeira metade da tabela. Clubes que sempre me lembro de ver a lutar por não descer.
No inverso temos o Everton, Chelsea, Newcastle e Aston Villa na segunda metade da tabela com algumas dificuldades.

Os pequenos ficaram maiores e os grandes mantiveram-se grandes, mas alcançáveis.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Portugal, Futebol e MEO/NOS

Temos vindo a assistir nos últimos dias a um frenesim nos noticiários à volta das vendas dos direitos televisivos dos três maiores clubes de futebol em Portugal. Um vende por 400milhões, outro por 457milhões e o último por 515milhões. Quem vendeu melhor? Sinceramente acho difícil de avaliar, isto porque:
1.º O contrato do Benfica começa já na próxima época, ao passo que o do SCP e do Porto é só para a época 2018/2019.
2.º O contrato do benfica é apenas para as transmissões televisivas enquanto que Porto e SCP vendem também a publicidade nas camisolas e publicidade estática. Quanto é que isso vale no Benfica? Não sei. As camisolas valem 4,5milhões época (com possibilidade de chegar a 8milhões não sei bem em que condições).
3.º Para baralhar mais isto as publicidades começam já em janeiro e as transmissões só mais tarde. É assim um pouco difícil de conseguir fazer uma análise correcta de qual o melhor contrato.

Posto fiz um pequeno cálculo para verificar o valor actual das rendas que constituem o contrato para saber ao certo qual tem o melhor projecto. Para isso o Benfica é actualizado na totalidade das rendas a 10anos, o contrato do SCP e Porto é actualizado de forma faseada a 10 anos, no entanto os dois primeiros anos e meio é com o actual contrato com a Sportv - que no caso do Sporting foi renegociado - e os outros 7,5 anos com os valores do novo contrato.
Tudo isto pode falhar porque, à excepção do Benfica, não se sabe ao certo quando caiem os primeiros pagamentos dos outros dois clubes, bem como não se sabe quanto tempo vai durar o contrato das camisolas do Benfica e porque valores e qual o valor da publicidade estática, que para o meu cálculo considerei 1milhão de euros por época.

Posto isto e considerando que as condições se mantêm fixadas para todos obtive os seguintes resultados:



Assim podemos ver que, para os próximos 10 anos (ou seja até à época 2025/26) o melhor contrato é do Benfica, seguido de Sporting e Porto. Isto se as receitas que o Porto obtém da SporTv nos próximos 2,5 anos se mantiverem nos 20,7 milhões de euros. Depois dos próximos 10 anos o Sporting e o Porto ainda têm mais 2,5 anos de contrato que poderão melhorar ou não a sua situação consoante os valores obtidos pelo Benfica.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

A BANDALHICE – POEMA ZANGADO


A pouca vergonha na Banca continua - é um fartar vilanagem.
Os banqueiros que estão agarrados à “teta” – é só mamarem!
Para satisfazer a avidez desta pequena minoria que tudo estraga,
temos o pobre Zé-povinho – a grande maioria que tudo paga!

A uma gestão duvidosa de investimento e créditos mal parados,
Sucedem-se as imparidades e contínuos recursos delapidados.
É desta maneira que muitos milhões vão parar a alcovas douradas,
de Administradores com rendimentos e mordomias agigantadas.

E o povo aguenta? Ai aguenta, aguenta, aguenta pois então!
A geringonça está bem oleada e inteligentemente armadilhada,
o vai e vem entre os Bancos e os Partidos do arco da governação,
é uma garantia certificada para toda esta ganancia esquematizada.

A Troika, as Agências de Rating e os Mercados são aquela cambada.
Falam todos a mesma linguagem sofisticada: sacar, sacar, é só sacar!
Não vale a pena cumprir e ser um bom aluno – isto só lá vai à lambada!
Antes assim fazer do que ficarmos depenados e com feridas a sangrar!

Como é? Digam-nos! Quem tem vivido acima das suas possibilidades?
Os contribuintes ou os Bancos? Quem arca com as responsabilidades?
Quem deverá sair da zona de conforto e acabar com a promiscuidade?
As vítimas? Os inocentes ou os algozes? Fale-se de uma vez a verdade!

As siglas BPP, BPN, BES e BANIF quanto acabaram por já nos custar?
Eu digo: €13.705 Mil Milhões.* Até quando vamos continuar a pagar?
Enquanto o capitalismo cuidar dos políticos como sendo a sua coutada,
Continuaremos condenados a ser roubados por toda esta cambulhada!

*In RTP 3, 21/12/2015 às 21h20

Em Dezembro de 2015

Heitor d’Ambaca, Algés

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

BANIF – Como eu odeio ter razão

Em 2013 escrevi vários posts dedicados ao BANIF, em todos eles critiquei a injecção de capital público no banco e a sua conversão em acções. Se na altura as acções valiam 10 cêntimos, agora valem 0,0008€. Ou seja as acções foram convertidas em capital e no espaço de 2anos os 1,1mil milhões que o estado lá colocou como que se esfumaram…

Mas, como um mal nunca vem só, como accionista, além de perder o valor das acções ainda corre o risco de ter de assumir responsabilidades perante credores. Vai ser bom vai…

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Um Presidente que defende as suas ideias.

As eleições não são uma corrida que se ganha. Servem para eleger representantes do povo que representam na assembleia da república as vontades dos portugueses.
Quando o PR diz que em 2009 o partido mais votado foi o PS e que foi o Sócrates a ser indigitado 1º ministros, mesmo que o PSD+CDS tivesse tido mais votos, esqueceu-se de referir que o PSD+CDS não tinha a maioria absoluta.
Será que ao contrário de tantos países por essa europa fora, em Portugal, as coligações só se devem fazer antes das eleições?
Quando argumenta que “sempre foi assim”, está a utilizar um péssimo argumento. Se assim fosse, se nada nunca mudasse, ainda hoje não tinha sido abolida a escravatura.
Depois fala das questões dos compromissos internacionais, credores, Euro, Nato, etc, como se isso alguma vez estivesse a ser posto em causa. Alguém acredita que o PS aceitaria um acordo que pusesse em causa alguma dessas questões? Ontem, Catarina Martins, sobre esse assunto disse que cedeu em todos esses pontos e que teria respondido e esclarecido qualquer questão que o Presidente da República lhe tivesse colocado.
Por último, cabe ao Presidente da República dizer com quem é que um partido deve chegar, ou não, a acordo? Mas, a que propósito?

O discurso de ontem do Sr. Presidente da República Cavaco Silva foi uma clara demonstração de falta de imparcialidade.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Quem deve formar Governo?


Muito se tem dito que o PS perdeu as eleições e que a coligação ganhou as eleições e como tal eles é que devem formar governo. Também se ouve com enorme frequência “que os portugueses disseram no dia 4 outubro de 2015 que queriam que fosse a coligação a governar o país, mas sem maioria absoluta”.

Ora, vejamos os resultados oficiais:


5.380.451 VOTANTES
9.439.701 INSCRITOS

Temos que 4.059.250 de inscritos não foram votar. A abstenção ganhou as eleições.

Coligação           36,83%                1.981.459 votos               104 deputados 
PS                         32,38%                1.742.012 votos               85 deputados
BE                         10,22%                549.878 votos                  19 deputados
PCP                       8,27%                  444.955 votos                  17 deputados
PAN                      1,39%                  74.752 votos                      1 deputado
Restantes partidos                         307.182 votos                        0 deputados

Notas:
-             Faltam apurar 4 deputados (estrangeiro)
-             Dos 104 deputados da coligação, 86 provieram do PSD e 18 do CDS
-             PS + BE + PCP coligados perfazem 121 deputados (Maioria Absoluta)
-             A Constituição prevê coligações pré ou pós eleitorais.

Conclusão: Tenho a forte sensação que a esmagadora maioria dos eleitores que votaram no PS, no BE e no PCP, preferiam ver como solução governativa uma coligação estre estas três forças do que a continuação da solução anterior (governo de coligação PSD + CDS).

Essa sensação acentua-se porque os partidos mais à esquerda têm mostrado disponibilidade para fazer concessões e porque não tencionam colocar em causa políticas que a maioria dos portugueses defendem, nomeadamente, relativamente à “Europa, moeda única, NATO, economia de mercado, tecido empresarial essencialmente privado, democracia plural, objetivo de equilíbrio orçamental e respeito pela propriedade privada”.

Não me parece que seja correto dizer “que quem ganhou as eleições é que deve formar governo”, mas sim, “que quem deve formar governo é quem representa as escolhas da maioria dos portugueses”.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Mas que falta de idoneidade moral!


Quando vejo as últimas sondagens a darem empate técnico ou até mesmo a colocar a coligação à frente fico sem palavras. Por mais que questione as ditas sondagens, mesmo sabendo que em Espanha, Reino Unido, Grécia, etc, as sondagens têm falhado redondamente, não deixo de me questionar: “esta gente não se lembra que este Senhor mentiu?”. Sim, não questiono as preferências ideológicas, acredito na democracia, mas tolerar a mentira? Não consigo compreender.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Polémica com debates televisivos para legislativas


Ainda não consegui perceber qual é o argumento da coligação PSD/CDS para boicotar o debate acordado entre os partidos com assento parlamentar, previsto para o dia 22 de setembro.
Então pela CDU também devia ir Heloísa Apolónia, para além de Jerónimo de Sousa?
Se o acordado foi, por exemplo, 15 minutos para cada uma das 4 candidaturas, Passos Coelho só fala 7.5 para que Portas fale os restantes?
Citando Catarina Martins do BE: "é estranho que haja duas pessoas a defender o mesmo programa, porque ou é o dobro do tempo para dizer o mesmo ou têm visões diferentes e não se percebe porque estão numa coligação".
Parece que nos querem privar do debate…
Mais uma demonstração de deficit democrático por parte da coligação que “nos tem governado”.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Debate dos "pequenos" – Palavras e os actos


Ontem a RTP convidou líderes de pequenos partidos para o programa palavras e os actos, para um pequeno debate (infelizmente muito pequeno mesmo).

Do pouco tempo que tiveram para falar gostei mais uma vez de ouvir o Marinho e Pinto – posso concordar que por vezes exagera no estilo meio “abrutalhado”, mas toca nos pontos essenciais – e gostei de ouvir a Joana Amaral dias. Quanto ao Rui Tavares posso dizer que foi um pouco engolido por Marinho e Pinto. Aquele ataque que lhe fez parece que o deixou um pouco desnorteado e desiludiu. A verdade é que qualquer devedor gostaria de pagar menos pelos juros da sua dívida, no entanto, isso não depende dele, depende do credor. É por isso que o discurso de alguns partidos radicais não “cola”…

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Quinta do Noval 1981


Cumprindo com a tradição de uma família com raízes no douro vinhateiro, abri ontem, para comemorar o nascimento da minha primeira filha, um Porto Quintal do Noval do meu ano de nascimento 1981, que me foi oferecido pelo meu Pai.
É sempre difícil abrir uma garrafa especial, não pelo seu valor monetário que também pode ter o seu peso é certo, mas pelo valor sentimental e de posse de algo único, que mais ninguém tem. Eu sei que, como aquela, muitas mais garrafas foram para o mercado naquele ano, mas cada garrafa é única. Não há outra igual.
Venci o meu sentimentalismo ou avareza, enchi-me de coragem e substituí-os pela minha filha. Ao bebê-lo transferi esse tesouro único que tinha para a minha filha, só ela importa, só ela é única, só ela interessa conservar, tudo o resto é acessório. Orgulhoso pela tradição e ainda mais por ter conquistado um objectivo de vida, a minha filha, abri a garrafa. Uma tradição só se materializa se for praticada. Se não tivermos coragem de a levar em frente, então não é tradição.
Não quis pensar muito no assunto. Não lhe quis dar importância ou ainda me arrependeria. Agarrei nela como se fosse igual ao vinho tinto que tinha servido para jantar. Em menos de um minuto estava com o saca-rolhas espetado na rolha. Já não havia volta a dar.
A rolha desfez-se. Estava colada no gargalo. Enquanto lutava para evitar que a rolha se desfizesse por completo caindo no Porto, ia sentindo o aroma do néctar a libertar-se pela rolha. Que aroma. Nunca mais me esquecerei. Vai ser como aqueles cheiros de infância que estão cravados na minha cabeça, que me comovem quando os sinto, quando me lembro da minha infância, quando me lembro da Aldeia e pelos campos por onde passeava.
Com muito jeitinho e determinação lá consegui extrair aquele obstáculo na minha caminhada para o olimpo. Obstinadamente a rolha resistia ferozmente a largar de ânimo leve o precioso néctar que durante quase 34 anos conservara. Como eu a compreendi quando finalmente o degustei. Uma cor de caramelo lindo e um sabor de inigualável prazer. Que ano.
Obrigado a todos os que ajudaram na produção de aquele Quinta do Noval de 1981 (alguns poderão já não estar entre nós) e um especial obrigado e bem-haja ao meu pai, por ter dado sequência à tradição e por me ter proporcionado ontem aquele momento mágico que ficará para sempre gravado na minha memória. Infelizmente a minha mulher não é apreciadora de bebidas alcoólicas. Teria sido ainda melhor, correcção, teria sabido ainda melhor se o partilhasse com ela.
Irei estar atento e adquirir neste ano (no caso do ano de 2014 ter sido vintage), ou nos próximos, uma garrafa de Porto para a minha filha do ano de 2014. Espero que ela goste, que o conserve, que perceba o seu significado e o respeite, que tenha a determinação e coragem que o pai teve e que, preferencialmente, disfrute dele. Espero estar com ela nesse dia, para lhe poder dizer “Para mim, o ano de 2014 foi o melhor da minha vida, foi a todos os níveis um grande ano, inesquecível”.


PS – Acho que vou à procura de outra garrafa de 1981 e iniciar outra tradição, fazer uma árvore genealógica da família e juntá-la à do meu pai (ele não teve coragem de abrir a dele).

quarta-feira, 17 de junho de 2015

TAP: Afinal sempre foi uma negociata

Não foi para o Eframovich o amigo do Relvas, como eu tinha vaticinado, mas vai para outro amigalhaço, mas do Pires de Lima, Humberto Pedrosa. 
Quando todos se questionavam: mas a Barraqueiro dá assim tanto dinheiro que dê para comprar a TAP(?) a resposta afinal é, não. Não dá, mas isso também não interessa como vamos ver. Convém no entanto relembrar que Humberto Pedrosa não tem apenas a Barraqueiro, corrijam-me se estou errado, mas tenho ideia que o comboio da ponte “Fertagus” que recebe umas boas compensações do estado pelo serviço público prestado e cujos títulos de transporte eram entre 20 a 30% mais caros que os da CP, por exemplo, também é gerido por este senhor. Mas isso agora não interessa, vamos lá à privatização da TAP.

Com o governo a dizer à boca cheia, que tinha de vender a TAP porque a empresa necessitava urgentemente de capital para a gestão corrente e para comprar novas aeronaves e que o Estado não podia financiar a empresa, vem-se agora saber que afinal os privados, não vão colocar 1 cêntimo na empresa. O que vão fazer é vender 4 aeronaves, que são da empresa, para receber 100milhões e depois alugam-nos, porque precisam deles.
São ainda necessários 250milhões para novos aviões. Vão ser injectados na companhia? Não. O consórcio pretende ir comprar os aviões através do método Pre-Delivery Payment. Este sistema consiste em ir pagando antecipadamente em prestações o fabrico dos aviões. Tem o risco de como se costuma dizer, ficar com uma mão cheia de nada, mas vamos acreditar que a Airbus não abre insolvência durante o processo. Assim, através de financiamento da banca, ou libertação de capital gerado na empresa, a TAP vai comprando antecipadamente os aviões. Ou seja, a tal necessidade urgente que o governo falava, afinal não deve ser bem assim, porque quem compra os aviões no sistema PDP, ainda demora uns anos até os ter na sua posse. Mas o conceito de urgência para o povo, é diferente do conceito de urgência nos negócios.

A dívida que a empresa tem, que eu esperava ser assumida por quem comprasse a TAP, afinal vai ser negociada pelo estado com os credores para que a TAP só pague juro até 2020, não abatendo o valor em dívida. A minha pergunta é: mas porque raio tem de ser o ESTADO?? Querem ver que ainda vamos pagar para privatizar!??

Que bela negociata que está aqui na TAP!!..

terça-feira, 16 de junho de 2015

Associação Peço a Palavra

https://www.youtube.com/watch?t=894&v=TuWG_sVDe-E

O Social Capitalismo Global


Vi este fim-de-semana a reportagem que se encontra no link do programa Observatório do Mundo, da tvi24, sobre o império de Mittal, o homem que praticamente impõe as regras e o preço do aço no mundo tal é a sua dimensão.
Entendo que a reportagem é um bom exemplo do prenúncio do futuro da humanidade. Talvez os primeiros a chegar a esse futuro sejam os países europeus, os mais desenvolvidos, mas como a economia global funciona como vasos comunicantes, esse futuro chegará a todos.
MIttal, o imperador do metal, baseia o seu sucesso, tal como todos os privados, na produção de baixo custo em detrimento da qualidade. A qualidade não é apenas a qualidade do produto, é também a qualidade das fábricas e processos de fabrico, a qualidade de vida dos trabalhos e a sua segurança no trabalho e também a qualidade ambiental.
Não é por acaso que as grandes fortunas, os grandes impérios nos dias de hoje, estão deslocadas para o oriente. Basta olharmos um pouco para a história para percebermos que os grandes impérios, ou grandes potências, assentaram sempre em mão de obra barata (escrava). Nos dias de hoje não é diferente. No oriente, não podemos falar de escravidão, mas o salário que recebem é quase digno da palavra.
É por isso fácil de fazer fortunas. É por isso que dificilmente a Europa, ou qualquer país desenvolvido vão conseguir controlar a economia mundial. Construir um Império, cumprindo as regras impostas na Europa, é uma tarefa colossal e desleal, comparando com um qualquer país “emergente”.
Acresce ainda que os capitalistas são iguais em todo o lado. Se o dinheiro faz-se no oriente é para lá que vão…
Mittal cresce nos países onde é mais fácil crescer, onde não há regras. Daí parte para a conquista os países desenvolvidos. Com a crise fecha as unidades com menor rendibilidade, as europeias, onde os salários são mais altos. Apesar da crise que rebenta na europa em 2008, Mittal retira 650 milhões de dividendos. Já com várias unidades fechadas, elevado endividamento do grupo e trabalhadores despedidos retira em 2012, mais de 750 milhões de euros em dividendos. Como qualquer empresário obcecado por resultados, cede à tentação das fugas ao fisco. Com fábricas em todo o lado e muitas paradas, faz a produção “deambular” de país em país, de forma a pagar menos impostos.
Através da chantagem de perda de postos de trabalho, consegue negociar taxas sobre os lucros entre 0 e 5%, enquanto uma pequena e média empresa paga entre 20 a 35%.
O desespero da europa pelo emprego, a sua falta de solidariedade, a sua falta de visão conjunta faz dela fraca com os fortes. Encontra-se refém deste “social-capitalismo” que aproveita o impacto que tem na sociedade para, através da chantagem e do receio pelos seus actos, manter numa escravidão legalizada, moralmente aceite e até desejada!!
Vejam a reportagem que vai valer a pena e vos fará pensar no futuro que nos espera.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

TAP: Nabice ou Trafulhice?




Este é um assunto que não posso deixar de abordar no Blog para memória futura. Deixo também a ressalva que não me oponho à privatização da TAP. Tantas empresas públicas que já foram vendidas, sendo que muitas delas sem verdadeiras alternativas, não será a TAP que me preocupa mais. Se vendemos os aeroportos, os portos  e a rede eléctrica, se vendemos os CTT a EDP a PT e a GALP, porque não a TAP cujas alternativas abundam, sejam Low Cost sejam premium. Porque tem a bandeira nacional? Por favor… esse tempo já lá foi. Sempre me perguntei porque raio tinha de suportar do meu bolso rotas “simbólicas” com prejuízos para a companhia para que um Barão qualquer de um dos partidos do arco da governação possa ir fazer os seus negócios?! Não faz sentido. Quem quiser que pague um jacto particular e boa viagem. A verdade é que a empresa não pode continuar a acumular défice atrás de défice. Para mim, venda-se.
Outra questão é como gerir o processo de venda. Aqui o governo, salvo melhor opinião, tem estado muito mal e talvez de forma não muito inocente. Vou expor aqui o meu raciocínio que talvez não ande muito longe da verdade.

1 – A TROIKA obrigou a contabilizar na Dívida Pública as dívidas do sector empresarial do estado, o que elevou em muito o valor da dívida do estado.

2 - A TAP tem dívidas. Muitas dívidas. Tem de se resolver o problema! Tem de se anular a dívida da TAP para baixar a dívida pública e aliviar a pressão e desconfiança dos credores.

3 – O governo decide entre os pares: procurem entre os amigos quem é que está disponível para assumir a TAP.

4 - Relvas arranja um interessado para a TAP de nome Eframovich. Mais ninguém consegue dentro do prazo arranjar opções.

5 – Dado o ar de trafulha de Relvas e do histórico de amizades não muito recomendáveis Eframovich é olhado de lado. Pior do que isso, o governo percebe que entregar a companhia num concurso com apenas uma proposta, sendo a mesma do amigo Relvas, pode ser demasiado… obscuro, com graves consequências para a imagem do governo.

6 – Relvas sai do governo e passa a viajar muito para o brasil e a contactar Eframovich. Vou fazer um exercício de um possível diálogo entre os dois, que peço ao leitor que ao ler, entoe na sua cabeça o sotaque brasileiro de Eframovich e a vozinha de menino Tonecas de Relvas (sempre fica mais divertido para o leitor contribuinte desta tragédia que são os nossos políticos).

 Efram: Oi cara, como é que é? Vocês me ferraram na TAPihh
 Relvas: Pois… Mas olhe, não se preocupe que tudo se vai resolver. A sua proposta para o cargo de administrador na TAP ainda se mantêm?
 Efram: Sei não cara! Você me esnobou! Agora só tem cargo não executivo...
 Relvas: Não tem mal, para mim serve. Então é assim: vamos tentar arranjar mais duas propostas para concorrer consigo, para… uhm, sabe? Dar assim um ar mais transparente à coisa!
 Efram: Propostas? Quer dizer concorrência?
Relvas: Concorrência? Não, não, nada disso! Calma! Somos amigos ou não?
Efram: Caro amigo, isso vai dar muito trabalho pá gentchi. Terrr que criar mais duas empresas “di” fachada? Sei não… Vai custar seu cargo não executivo… vai baixar para assessor “di” directoria..
Relvas: Tem salário não tem? 
Efram: Tem sim.
Relvas: Óptimo!!.Para mim serve. Posso falar então com dois amigos para arranjar umas propostas?
 Efram: Tudo bem cara, você qui sabe!

7 – Durante dois anos é passada informação e negociados os termos da privatização. O governo aproveita todas as oportunidades para desvalorizar ainda mais a TAP, para que os valores da privatização não choque a sociedade portuguesa.

8 – Após a apresentação a das propostas, representantes do governo vêm para a comunicação social dizer que esperam um processo de análise célere e que esteja pronto em 15 dias.

Posto isto, não me admiraria nada que a proposta vencedora fosse: Eframovich. E não me admiraria nada que a sua proposta fosse muito melhor que todas as outras para vermos os membros do governo a dizer à boca cheia na televisão que tomaram a melhor decisão e que a proposta de Eframovich é sem dúvida a melhor (e que defenderam o interessa nacional, blá blá blá).

Quem acha que em 15 dias se analisa um processo de concurso desta magnitude só pode ter conhecimento prévio que o concurso já estava cozinhado. Que isto é fantochada. Porque 15 dias demoro eu a verificar as propostas de um concurso de uma empreitada de 1milhão de euros. Isto se olhar com olhos de ver e quiser comparar, não preços, mas valia técnica das propostas. Como pode ser o processo de privatização da TAP, uma empresa cujo valor deve atingir os milhares de milhões de euros, decidido em 15 dias? Estão a brincar, só pode. 

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Privatização da TAP



Ontem o Sr. Primeiro-ministro dizia que a alternativa à privatização da TAP é a reestruturação, e que com isso, em vez de termos uma TAP ficávamos com uma “tapezinha”.
Então uma empresa com uma dívida elevada e com um acumular “quase” crónico de prejuízos não é para reestruturar?
Como é que “um privado” vai conseguir por a TAP a dar lucro (recuperar o investimento e ter ganhos) mantendo a atual estrutura.
Não vai despedir ninguém? Não vai eliminar rotas que não são rentáveis?
Ficou por esclarecer qual a diferença (se é que existe) entre uma reestruturação feita pelo governo e uma reestruturação feita por um privado.
TAP ou Tapezinha preferia que continuasse portuguesa.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Desta vez, não se deixe enganar!


O que o zé-povinho não sabia, mas agora já sabe, e não deve esquecer:
Vivíamos acima das nossas possibilidades…
Foi no dito várias vezes. Como não disseram nomes, nem apontaram dedo, assumimos que todos nós vivíamos acima das nossas possibilidades.
Na verdade, quando nos faziam crer que vivíamos acima das nossas possibilidades, não se estavam a referir àqueles que tinham casa ou carro acima dos seus salários, e que pagavam créditos com cartões de crédito, não, estavam mesmo a referir-se a todos nós. Estavam principalmente a referir-se ao estado social, à educação, à saúde, às empresas públicas, etc.
Lembram-se quando entramos para a CEE e que começou a chover dinheiro? Lembram-se daqueles cursos de formação profissional que não serviam para nada? E das autoestradas que nos enchiam de orgulho? Algumas, aquilo parecia que era tudo nosso. Quem tivesse uma bomba, podia ir para lá sentir a adrenalina do condutor de formula 1.
Depois foi construir prédios e mais prédios, foi o CCB, foi a EXPO, foram pontes Vasco da Gama, foram rotundas e mais rotundas, foi fechar agriculturas e pescas, e algumas indústrias, e qual cereja no topo do bolo, foram os bancos a falir (BPP, BPN, BES) e outros tantos a pedir para não falir (BANIF, BCP, BPI).
Quem nunca recebeu em casa um cheque de 5000€ para ir ao banco levantar um empréstimo? Ou, faça um empréstimo e vá de férias uma semana com tudo pago?
Depois foram os SWAPs, as PPPs, as dívidas da CP e do METRO, a PT, eu sei lá...
Lembram-se do salário mais regalias do Dr. Jardim Gonçalves? O homem merecia! “Foi ele que fez do BCP o maior banco privado português”; e do Eng.º Zeinal Bava? O melhor CEO do mundo? No mínimo da Europa! Também merecia cada cêntimo do que ganhava. Agora imaginam lá o n.º de Zés que se tramaram à conta só destes dois? Mas isso não importa nada porque são empresas privadas e esses assuntos só dizem respeito aos seus clientes e acionistas. Áh, pois é!
Agora que as eleições estão à porta, não nos podemos esquecer que tudo isto foram mentiras.
Aqueles que pagam impostos e aqueles a quem lhos sacam têm o direito e o dever de exigir justiça e que os dinheiros públicos sejam sempre utilizados para servir o país.

Temos mesmo que encontrar gente honesta e competente (um só não chega).

quinta-feira, 2 de abril de 2015

A teoria do caos e as eleições na Madeira


Triste país este onde afinal a incompetência é prato do dia nas diversas instâncias do país. E é tudo normal.
Afinal na Calheta engaram-se e deram mais 100 votos ao PSD. A maioria perde um deputado e esfuma-se.
Horas depois, assim como que do nada, afinal houve um erro informático e não foram contabilizados 100 votos no Porto Santo… What??
Como disse a minha mulher “se for necessário ainda se arranjam uns 100 votos nas ilhas Desertas”. Uma coisa é certa, há la cagarras em número suficiente para dar maioria ao PSD se tal for necessário!