Conhecida música portuguesa dos Amor
Electro, ajusta-se bem ao momento do Sporting. Convido todos os que se
interessam por este desporto e clube a ver o resumo do Gil Vicente x Sporting
no site Sapo.pt, prestando especial atenção ao minuto 41 do jogo (0,55 do
resumo) em que Quenda recebe a bola na direita e os colegas olham parados a ver
o que vai acontecer.
Reparem no vazio que Quenda tem pela
frente 4 jogadores para 1. Trincão que deveria ocupar aquele espaço está
escondido atrás de um jogador do Gil ao pé do árbitro. Nenhuma alma se lembra
de ocupar o referido espaço para criar rotura, pelo contrário, a passo vão
olhando para o que Quenda vai fazer.
Araújo está lá no fundo, colado à
linha contrária a fazer não sei o quê, porque o tempo que bola demoraria a lá
chegar, dá tempo para a equipa do Gil se reposicionar. Uma das coisas que me
deixava nervoso, mas que os jogadores do Sporting faziam bem, era trocar a bola
em espaços curtos, muito compactos com uma densidade elevada de jogadores. O
que vejo aqui é uma densidade elevada de jogadores mas numa zona que não
interessa, onde não está a bola. Foram 90 minutos disto. Colegas de equipa a
olhar para o jogador que tem a bola à espera de ver o que vai acontecer.
A máquina parou. Deixou de tocar.

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