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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

“Miró longe”


O estado “herdou” do BPN 85 obras do mediático pintor catalão (Miró) e prepara-se para as despachar num leilão em Londres a decorrer dia 4 e 5 de fevereiro.

Felizmente ainda há gente com cabeça neste país e lá se juntaram 8.100 alminhas que assinaram uma petição contra a venda das obras de arte e manutenção das mesmas em Portugal.

De facto a falta de visão de quem manda neste país é atroz. Talvez não seja falta de visão, mas sim interesses em demasia. Há sempre dinheiro a escorregar nestas coisas.

Não sei qual a estimativa do valor da colecção, mas uma coisa eu sei: nos países desenvolvidos compra-se arte, artefactos e antiguidades, criam-se museus com entradas pagas e gera-se receita. O que atrai as pessoas à Igreja de Santa Maria delle Grazie em Milão? A última seia de Leonardo Da Vinci (20euros). Quantas pessoas entram no Louvre apenas pela Mona-Lisa? Ou quantas pessoas visitam o Museu D’Orsay pelas obras pelos consensuais Van Gogh, Monet, Manet, Renoir e também pelos menos consensuais Paul Gauguin e Gustav Klimt?

Poderão dizer que deveríamos promover os nossos. É verdade que sim. E querem melhor forma  que aproveitando o mediatismo alcançado por outros (independentemente do gosto), como é o caso de Miró? Lembro-me que recentemente a colecção de Graça Morais esteve para perder o espaço em Cascais (não sei se não perdeu mesmo), mas já pensaram no potencial que teria uma galeria com artistas tão diferentes como Miró e Graça Morais? Tantos palácios e conventos a cair de podre por este país fora sem conseguir atrair visitantes que justifiquem a sua reabilitação e manutenção e deixa-se fugir do país uma substância destas?

Cristiano Ronaldo abriu um museu no funchal e a atracção turística não se limita aos portugueses, muitos estrangeiros têm visitado o espaço. Será que vamos continuar a desperdiçar fontes de receita? Ronaldo, faz um favor à malta e compra-me os quadros de Miró e coloca-os no Funchal. Vais ver que além de velhinhos que gostam de beber o seu chá, vinho madeira e passear nas levadas, a Madeira começa a atrair outro tipo de turista, mais virado para a arte. É sempre bom abrir o leque de opções.

Será que alguém do estado perguntou a algum português se queria as obras? A alguma Câmara Municipal? E porque é que o leilão tem de ser em Londres e não aproveitam para promover a cidade de Lisboa para este tipo de evento?

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Obsceno: 85 pessoas mais ricas possuem mais bens do que metade da população mundial


(Posted by  on January 22, 2014)

Oxfam: as 85 pessoas mais ricas do mundo possuem mais riqueza do que 3,5 bilhões de habitantes do planeta, isso é obsceno.
O Fórum Econômico Mundial de Davos começa, e as reclamações da OXFAM sobre a crescente desigualdade tem sido impulsionada pela tomada do poder pelos mais ricos.
As pessoas mais ricas do mundo não são conhecidas por viajar de ônibus, mas se pensando em uma mudança de cena, as 85 pessoas mais ricas  do globo – que controlam tanta riqueza quanto a metade mais pobre da população mundial juntos, ou seja 3,5 bilhões de seres humanos – poderia se espremer em um único double-decker (n.t. um ônibus de dois andares).
Tradução, edição e imagens:  Thoth3126@gmail.com

Com a aproximação do Fórum Econômico Mundial, (n.t. uma reunião da elite mundial) a ser realizado em Davos, na Suiça, reivindicações da OXFAM – (Oxford Committee for Famine Relief -Comitê de Oxford de Combate à Fome) pede maior cooperação para o desenvolvimento e o fim da desigualdade entre ricos e pobres.
A medida em que tanta riqueza global tornou-se entesourada por um punhado virtual da chamada ‘elite global’, o assunto está exposto em um novo relatório da Oxfam desde a segunda-feira, dia 20 de janeiro. Ele adverte que aquelas 85 pessoas mais ricas  em todo o globo compartilham uma riqueza combinada de £$ 1 trilhão de libras(RS$ 3,898 trilhões de reais), tanto quanto as demais 3.5 bilhões de pessoas mais pobres da população do mundo.
A riqueza dos 1% mais ricos do mundo equivale a US$ 110 trilhões, ou 65 vezes mais do que a metade mais pobre do mundo, acrescentou a instituição para o desenvolvimento da caridade, que teme que esta concentração de recursos econômicos está ameaçando a estabilidade política e dirigindo-se as tensões sociais em vários países.

Winnie Byanyima, o director-executivo da Oxfam, que vai participar das reuniões de Davos, disse: “É impressionante que, em pleno século 21, metade da população do mundo – que são três e meio biliões de pessoas – não possuem mais do que uma pequena elite cujo número poderia caber confortavelmente em um ónibus de dois andares”.
A Oxfam também argumenta que isso não é acidente. A crescente desigualdade de riqueza tem sido impulsionada por uma “tomada de poder” pelas elites ricas, que cooptaram o processo político para defraudar as regras do sistema económico em seu favor.

No relatório, intitulado Working For The Few ( resumo aqui ), a Oxfam advertiu que a luta contra a pobreza não pode ser vencida até que a desigualdade da posse de  riqueza tenha sido abordada.

AS DEZ PESSOAS MAIS RICAS DO MUNDO:

Carlos Slim Helu  – (Telecom Mexico) £44.6bn
Bill Gates - (Microsoft US) £41bn
Amancio Ortega - (Zara Spain) £34.8bn
Warren Buffet - (Berkshire Hathaway US) £32.7bn
Larry Ellison - (Oracle US) £26.3bn
Charles Koch  – (Diversified US) £20.8bn
David Koch  - (Diversified US) £20.8bn
Li Ka-shing  – (Diversified Hong Kong) £19bn
Lilian Bettencourt & family - (l’oreal France) £18.3bn
Bernard Arnault & family - (LVMH France) £17.7bn

“Ampliando a desigualdade é a criação de um círculo vicioso, onde a riqueza e o poder estão cada vez mais concentrados nas mãos de muito poucos, deixando o resto de nós a lutar por migalhas que eventualmente caiam de cima da mesa dos mais ricos”, disse Byanyima.

Byanyima explicou:
“Nos países desenvolvidos e em desenvolvimento, estamos cada vez mais vivendo em um mundo onde as menores taxas de imposto, o melhor acesso a saúde e a melhor educação e as oportunidades de influência estão sendo dados não só para os ricos, mas também para os seus filhos e descendentes".

“Sem um esforço concentrado para combater a desigualdade, a cascata de privilégio e de desvantagens continuará ao longo das gerações. Em breve, viveremos em um mundo onde a igualdade de oportunidades é apenas um sonho. Em muitos países, o crescimento económico já equivale a pouco mais do que o “vencedor leva tudo”, com lucros extraordinários para os muito mais ricos. “
O relatório da Oxfam revelou que ao longo dos últimas décadas, os ricos têm exercido com sucesso influência política para distorcer políticas em seu favor em questões que vão desde a desregulamentação financeira, os paraísos fiscais, práticas comerciais anti-competitivas para reduzir as taxas de imposto sobre os seus rendimentos elevados e cortes em serviços públicos em detrimento da maioria da população. Desde o final de 1970, as taxas de impostos para os mais ricos caíram em 29 dos 30 países para os quais existem dados disponíveis, segundo o relatório.
Esta “captura de oportunidades” pelos ricos à custa dos mais pobres e da classe média levou a uma situação em que 70% da população mundial vive em países onde a desigualdade aumentou desde a década de 1980 e 1% das famílias possuem 46% da  riqueza mundial – quase £$ 70 trilhões de libras.


 Artigo completo em:

http://thoth3126.com.br/obsceno-85-pessoas-mais-ricas-possuem-mais-bens-do-que-metade-da-populacao-mundial/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=obsceno-85-pessoas-mais-ricas-possuem-mais-bens-do-que-metade-da-populacao-mundial



O Rei da demagogia


Já estamos habituados ao chorrilho de discursos demagógicos das figuras do CDS, no entanto, devido ao avançar da idade a coisa vai refinando.
Vejam este vídeo da inauguração de um relógio em contagem decrescente para a saída da troika do país, como se esse evento mudasse alguma coisa nas nossas vidas, cada vez mais engolidas por novos impostos e taxas…

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

CDS o partido de “fachada”


Qualquer pessoa que se interesse pelos destinos do país e que preste alguma atenção aos nossos políticos, certamente já se apercebeu que tudo o que o Portinhas promete em feiras, não passa disso mesmo, promessas. Que tudo o que antes era prioritário, depois, quando no poder, é esquecido e tudo o que é irrevogável pode passar, num piscar de olhos, a revogável. A falta de caracter é a raíz do mal dos nossos partidos e que no CDS atinge o seu expoente máximo.

No CDS cultiva-se essa cultura nos membros do partido a tal ponto que se cai no ridículo. A comissão europeia recebeu uma queixa de Maros Sefcovic - “A comissão recebeu 312 perguntas virtualmente idênticas de um único deputado, a perguntar acerca das relações da EU com quase todos os países do Mundo”. O comissário eslovaco demonstrava a sua preocupação com o estratagema que visa apenas inflacionar a actividade parlamentar dos deputados europeus, sem consequências positivas para o desenvolvimento dos trabalhos.

Ao que parece os “fura-esquema”, como sempre, são portugueses e espanto dos espantos, deputados do CDS. As alminhas, a saber Diogo Feio e Nuno Melo, neste último ano de mandato e talvez devido à sua fraca participação nos outros três anos dos quatro que compõem o mandato, desataram numa corrida desenfreada qual competição, de perguntas ao parlamento. O problema é que, tal como a fábula da lebre e da tartaruga, acordaram tarde. Vai daí, e como se “cagaram” para o parlamento europeu e os seus debates - a única coisa que realmente lhes interessou foi o cacau no final do mês – arranjaram duas ou três perguntas e reciclaram-nas para todos os países do mundo incluindo Quiribáti, que eu pessoalmente nunca ouvi falar, com o único prepósito de virem para Portugal de boca inchada dizer que foram muito activos no parlamento europeu...

Assim Diogo Feio e Nuno Melo interpelaram o executivo comunitário só este ano 848 e 889 vezes respectivamente, sendo os dois responsáveis por quase 20% das perguntas submetidas por todo o parlamento este ano(!) o que é fenomenalmente vergonhoso, dado o teor das perguntas.

Além de me envergonhar o facto de ser este tipo de gente a representar o meu país numa instituição tão importante, dá-me asco. Isto porque a nossa comunicação social, sabendo disto, pura e simplesmente não deveria de os convidar para mais nada! Deveriam ser banidos dos órgãos de comunicação social e de quaisquer cargos públicos. No entanto, volta e meia é ver estes artistas a mandar bitaites nos programas de televisão nacional (e a ganhar umas coroas extra) ao invés de estarem a fazer o seu trabalho de deputado europeu. Seria impensável num país do norte da europa alguém contratar estes tipos sabendo que os mesmos não exercem (ou exerceram) a função condignamente. É esta mentalidade que faz falta no nosso país: exigência.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

O (in)sucesso da troca da dívida


A semana passada – com uma grande ajuda, uma vez mais, dos meios de comunicação social – o governo bradou em todas as direcções e no máximo que os pulmões permitiram, que a troca de dívida realizada havia sido um sucesso. Um sinal de confiança dos investidores na economia portuguesa. Será mesmo assim?
1º - O governo queria trocar não 6,2mil milhões, mas sim 25mil milhões, ou seja só conseguiu 25% do que queria. Não sei o que parece aos outros mas a mim parece-me um falhanço.

2º - Os 6,2mil milhões (mais coisa menos coisa) que foram trocados, só o foram graças aos investidores portugueses – a banca nacional – ou seja,os investidores estrangeiros, que no fundo são os que representam os mercados, não foram na conversa e não trocaram a sua dívida, o que significa que querem o seu dinheirinho já e não tencionam investir novamente na nossa dívida. Já a banca nacional, como de costume, devido às ligações umbilicais que tem com as finanças públicas, aceitou prolongar. E é fácil perceber o porquê. Nem vou falar de quem é que beneficia com as PPP’s, ou com as rendas excessivas (que permanecem intocáveis e sabemos o porquê). Relembro apenas que a banca nacional comprou dívida nacional a 7 a 12% de juro em 2011, descapitalizando-se e depois beneficiou através do empréstimo do FMI a Portugal de uma tranche desse empréstimo a 1,5%. Ou seja esta relação de pura simbiose e dependência (com lucro para os bancos) faz com que por vezes também tenham de fazer uma ligeira vénia. Por serem só os investidores nacionais a aceitarem, esta troca parece-me pura especulação numa tentativa de “enganar” os mercados, pura fantochada. Ou seja, um falhanço.

3º - E no seguimento do ponto n.º2, os bancos fizeram a vénia, sim, mas fizeram-na com os bolsos cheios. Porque trocaram dívida a 3% de juro, por dívida com 5% de juro. Numa situação tão difícil, em que começam a ouvir-se cada vez mais vozes a sugerir a renegociação da dívida para baixar os juros, este governo conseguiu a proeza de os aumentar. Mas como os nossos políticos só pensam no dia de hoje, em que são eles a governar e a mamar e não pensam no amanhã, que serão outros a ter de pagar, para eles isto foi um sucesso, para mim não – falharam.
4º - Para este ponto vou usar o gráfico que o jornal Expresso publicou no suplemento económico. Ora “metam” mais 6mil milhões no gráfico nos anos de 2017 e 2018 e vejam onde vai para a barrinha do gráfico. Mesmo que distribuam 3mil por cada ano, não vão ser anos fáceis para quem governar e para os contribuintes.
 
5º - Para quem gozou e insultou Sócrates quando disse que as dívidas dos países não eram para ser pagas mas para ser geridas, sugiro que comece a engolir o sapinho. Porque o que este governo fez, na pessoa de Maria Luís Albuquerque é exactamente isso. Não pagaram, geriram, empurrando com a barriga para a frente, justificando assim o tão empregue ditado popular “quem vier atrás que feche a porta”.

6º - E último e em jeito de reflexão, deixo aqui um considerando. Se vamos pagar uma taxa de juro de 5% por dívida a 3 anos quanto é que vamos pagar de juro para dívida a 10 anos? Caso não se recordem a taxa de 7% foi considerada por todos proibitiva e motivo suficiente para recorrer ao FMI…

Que belo sucesso temos aqui!!...

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Luis Filipe Vieira também foi ao BPN..

(Quase que me apetece perguntar: e quem é que não foi??)


Luís Filipe Vieira goza de um estatuto que poucos portugueses algum dia irão gozar. É presidente de um clube de futebol, ainda por cima, de um grande. Como todos sabemos em Portugal quando o cidadão comum alcança o estatuto de figura pública ganha quase como um “medalhão” de protecção, qual item mágico saído do jogo World of Warcraft ou de um filme do Senhor dos Anéis ou Hobbit.

Esse medalhão mágico, além de proteger das consequências que poderão ter as bisbilhotices do Ministério Público, abre também outras portas que se encontram bem trancadas ao comum do cidadão português. O medalhão confere ao portador uma áurea de honestidade e de boas intenções que faz qualquer um esvaziar os bolsos para o ajudar na sua cruzada ou apenas para vencer as suas dificuldades financeiras correntes, vicissitudes claro está, de uma vida difícil de figura pública.


Estes esquemas financeiros em que se atribuem créditos sem garantias bancárias não estão ao alcance de todos, só dos que possuem o tal “medalhão mágico”. Depois, ainda há medalhões e “medalhõezitos”, consoante o grau da figura pública. Conceder um crédito de 20milhões sem garantias não é para todos. Conseguir pagar parte do crédito com acções da SLN (que não eram cotadas em bolsa, pelo que ninguém pode saber o valor real de cada acção) também não é para todos. Ficar a dever 17milhões ao BPN, ver a sua dívida ser transferida para a Parvalorem com o rótulo de incobrável, não vendo os seus bens confiscados e continuando a fazer a sua vida normal de presidente de uma instituição pública desportiva que recebe incentivos do estado, não é definitivamente para todos! Só mesmo a nata da nata das figuras públicas, munidas de um mega medalhão mágico, podem almejar tal estatuto!!

O cidadão comum, esse parasita da sociedade, que nada fez para subir na vida e lutar por agarrar o seu medalhão mágico, só tem é que pagar pela sua inércia e inépcia e embevecer-se com a classe, a elasticidade, a “lábia” e falta de senso civil que abunda nestes espertos da sociedade.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

A hipocrisia de Cavaco não encaixa em Mandela


A morte de Mandela já era esperada há pelo menos alguns meses visto que dependia de uma máquina para viver, o que eu não esperava era que Cavaco quisesse ir à cerimónia fúnebre do mesmo. Isto porque em 1987, Cavaco, então primeiro-ministro de Portugal, resolveu votar contra a libertação de Mandela ao lado do Reino unido e Estados Unidos da América. Podem dizer que o voto contra baseou-se apenas no facto de ser na libertação armada, podem dizer o que quiserem. O facto é que os outros países, os que não concordaram, abstiveram-se. Portugal nem votou a favor, nem se absteve, votou contra.
A verdade é que aproveitámos essa desculpa para defender os nossos interesses. Portugal tinha, e tem, uma comunidade de dimensão razoável na África do Sul, principalmente de Madeirenses, cujos negócios poderiam implodir com o fim do Apartheid. Fomos calculistas, fomos egoístas e pensámos apenas nos nossos interesses. Temos de assumir esse erro.

Custa-me por isso pensar, que alguém que há 26 anos teve esta atitude vá agora, como se nada se tivesse passado, ao funeral de quem quis calar, de quem quis manter controlado. Corremos o risco, como país, de sermos ridicularizados por isso. Enviem a Presidente da Assembleia da República Assunção Esteves, enviem o Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho, enviem o Vice ou o ministro dos negócios estrangeiros, porque a homenagem a Mandela é mais do que merecida. Mas por favor, tenham vergonha na cara e não enviem o presidente que foi o responsável à data pelo nosso voto contra!..

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Privatização da EGF

Já fiz algumas referências à Empresa Geral de Fomento do grupo Águas de Portugal, que gere as empresas do grupo na área do tratamento dos Resíduos Sólidos Urbanos. Creio que até já alertei para a mina de ouro que representa de tal maneira que, por exemplo, em Itália este serviço é controlado pela máfia. Todos sabemos que onde a máfia investe é porque dá dinheiro. Ora sendo um monopólio, tal como a EDP, a PT, a REN os CTT a AdP, etc., é um perigo calhar em mãos mafiosas.
Vem hoje no diário económico online, que para além de investidores estrangeiros, também algumas empresas nacionais estão interessadas, curiosamente da área da construção a saber: Mota-Engil, DST e Teixeira Duarte. Não é que as mesmas sejam “expert” na matéria, mas onde cheira a dinheiro as construtoras estão lá. Mais, todos sabemos e conhecemos exemplos de ligações partidárias de administradores de construtoras. Infelizmente a construção civil aparece muitas vezes ligada a negócios pouco claros de desvios de dinheiro e por isso, nos dias de hoje, goza de uma imagem (corrupta) justamente atribuída.
 

domingo, 8 de dezembro de 2013

Bruno Maçães

O secretário de estado do governo – que diga-se é mais um boy teórico - está sob fogo pelo discurso retórico que teve na Grécia, que chocou os mesmos e os restantes países europeus, sendo até apelidado de mais alemão que os alemães. O que tem alguma razão de ser uma vez que o mesmo trabalhou em Berlim antes de vir para o governo português. Quem sabe não é um enviado especial para defender os interesses alemães em Portugal? É que até parece que ele – Bruno Maçães – não pertence ao governo de uma país intervencionado com enormes dificuldades. É que este discurso vindo de um país cumpridor até se compreende, de um governo devedor já é mais difícil de entender! Constança Cunha e Sá chamou-lhe tonto e lunático, eu chamo-lhe alemão extremista. http://www.tvi24.iol.pt/opiniao/constanca--constanca-cunha-e-sa-opiniao-comentario-bruno-macaes-tvi24/1516087-5339.html

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Ângelo Correia – Subvenção vitalícia


Questionado por uma jornalista da Antena 1, no dia 24 de outubro de 2011, sobre um eventual corte de 14% nas subvenções vitalícias (de que é beneficiário em 2.200€), Ângelo Correia disse “aceito essa medida, ressalvando no entanto que não pretendo abrir mão de um direito adquirido”. “Os direitos que nós temos são direitos adquiridos legalmente, no sentido em que foi um cumprimento. Uma contrapartida perante aquilo que durante 20 anos, como é o caso, as pessoas desempenhara, em muitos casos com dedicação de tempo que lhes comprometeu uma parte da vida profissional.”

Podemos assim concluir que para Ângelo Correia – que criticou por mais que uma vez os direitos adquiridos dos trabalhadores dos Estaleiros de Viana, do terminal dos contentores de Lisboa, dos funcionários públicos ou dos pensionistas - os descontos que os referidos fizeram ou os ordenados que auferem são ilegais ou imerecidos, porquanto podem ser subvertidos a qualquer momento pois não se consideram direitos adquiridos!!..

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Subvenções Vitalícias


“Os dados relativos a pensões vitalícias passaram a ser secretos em meados de 2011, dificultando o seu escrutínio” (porque será?)

“Entre alguns nomes conhecidos temos José Lello (2.234), Manuel Alegre (2.000), Ângelo Correia (2.200), Duarte Lima (2.200), Marques Mendes (2.905), Carlos Brito (2.800), Carlos Carvalhas (2.800), Jerónimo de Sousa (2.400), José Magalhães (2.600), Odete Santos (3.000), Zita Seabra (3.000) e Narana Coissoró (2.905).”

“A aparente contradição do PCP que votou contra  o «Estatuto remuneratório dos titulares de cargos políticos» em 1985, mas cujos deputados não deixaram de beneficiar(…)” justifica ser “(…) orientação do partido a não utilização dessa verba em proveito pessoal e de esta ser colocada ao serviço dos trabalhadores do povo português, do seu esclarecimento e da sua luta.”

 

Rui Gomes da Silva (comentador de futebol na Sicnotícias), ex-ministro e ex-deputado beneficiário de uma subvenção mensal vitalícia de 2.100, ao mesmo tempo que prossegue a actividade de sócio fundador da sociedade de advogados Legalworks, em acumulação com os cargos de vice-presidente do Sport Lisboa e Benfica e administrador das empresas Benfica Futebol SAD, Benfica Estádio e Benfica Multimédia.”

Armando Vara (2.000) e Dias Loureiro (1.700) são outros felizes contemplados.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Aumento das Taxas Aeroportuárias em Lisboa


Tal como eu tenho vindo a referir no blog (para quem quiser basta procurar), a empresa vencedora da concessão a ANA procedeu ao terceiro aumento em menos de 1 ano. Logo em Janeiro foram 15%, em junho foram 4,3% e agora em novembro foram mais 4,4%. Este terceiro aumento estava previsto para 2014 na ordem dos 5% por isso, ou foi antecipado ou em janeiro vem mais um aumento.

No total em menos de um ano o aumento já se cifra nos 24%. Como alguém tem de pagar o aumento, prevê-se que as companhias transferiam este aumento de custo directamente no preço dos bilhetes. A Vinci vê assim a sua margem de lucro a aumentar e o tempo de amortização do investimento a reduzir de forma muito interessante (aumentando os lucros finais).

Não tardará muito e estaremos a ler nos jornais, nomeações de ex-políticos deste governo para cargos de administração na ANA. Até porque de aviação percebe o Relvas que vendeu vários cursos de técnicos aeroportuários aos Municípios do interior…

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Estaleiros de Viana

Mais um processo muito obscuro nos milhares de casos de má gestão da propriedade do estado. O estado, através dos nossos políticos, que nunca souberam nomear gente competente para administrar os estaleiros, decidiu conceder os direitos de exploração até 2031 a troco de 7milhões de euros, no entanto vai ter de gastar 30milhões a despedir funcionários… Claro que o governo vai dizer que tinha um prejuízo anual de 10milhões e, por conseguinte, é um excelente negócio. Mas a questão não é essa. A questão é: então e se a empresa fosse bem gerida, por gestores competentes e não políticos, quanto poderia render a empresa ao estado? Esta era pergunta que eu gostaria de ver respondida, porque estou farto de ver casos de empresas públicas mal geridas de forma propositada, até apodrecer, ou atingir uma valorização ridícula, para ser vendida a amigalhaços por tostões, publicitado na comunicação social como sendo um grande negócio para o estado e que ao final de dois anos estão a dar lucros astronómicos! Por último quero ver o que o sindicato faz. Quando é para exigir estão sempre prontos e nunca cedem e agora os trabalhadores, cuja massa salarial é altíssima – muito acima do mercado – arriscam-se a ficar no desemprego de longa duração. É também um caso para reflexão. Mas como é hábito, o sindicato vai dizer que lutou, que colocou uma providência, blá blá… mas no final acaba tudo na mesma: no desemprego.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Para onde foi o dinheiro? - Parte 3

Carlos Horta e Costa, ex-presidente dos CTT comelou a ser julgado no tribunal de coimbra no dia 26 de novembro de 2012, devido a actos de gestão que, segundo o Ministério Público, terão lesado a empresa em cerca de 13,5milhões de euros. Com destaque para o edifício dos CTT sito em Coimbra, no dia 20 d Março de 2003, por 14,8milhões de euros à empresa Demagre. Nesse mesmo dia, a Demagre revendeu o edifício por 20milhões à ESAF – Espírito Santo Activos Financeiros – obtendo uma mais-valia instantânea de 5,2milhões de euros. As escrituras foram feitas uma a seguir à outra no Cartório Notarial de Alcobaça e, logo a seguir, no mesmo dia, os gerentes da Demagre levantaram 1milhão de euros em notas de 500euros no banco ao lado, que os investigadores concluíram terem sido para luvas(…)

Para onde foi o dinheiro? - Parte 2

(…) Borges foi contratado pelo governo de PPC como consultor, estando a acompanhar os processos de privatizações(…)o contrato foi acordado dia 29 de fevereiro de 2012 entre a empresa estatal Parpública e a ABDL Lda., uma sociedade detida por António Borges e diogo Lucena. Até agora sem contar com IVA, já recebeu 300mil euros de 1 de fevereiro de 2012 a 1 de fevereiro de 2013, fora o montante das despesas efectuadas neste ano de contrato, que foi entretanto renovado por mais um ano.(…)

Para onde foi o dinheiro? - Parte 1

(…) O SIRESP foi adjudicado a um consórcio liderado pela SLN em 2005, por um valor de 538,2 milhões de euros. O despacho da adjudicação foi assinado pelo então ministro da Administração Interna, Daniel Sanches, no dia 23 de Fevereiro de 2005, ou seja, três dias após as eleições legislativas que resultaram na vitória por maioria absoluta do PS de José Sócrates. O consórcio liderado pela SLN foi o único que participou no concurso porque as outras empresas convidadas (Siemens, Nokia e a Elocom) desistiram alegando que o concurso estava previamente decidido.(…) Daniel Sanches, ex-administrador da Pleiade (empresa do grupo SLN) exerceu cargos de administração durante 8 anos, até ser nomeado ministro do Governo de Santana Lopes(…) (…) Almiro de Oliveira – um especialista em tecnologias de informação – não consegue encontrar justificação para os valores de adjudicação, uma vez que no seu relatório previa um investimento entre 100 e 150milhões e a tecnologia contratada foi a mesma(…)

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Medina Carreira decobriu a pólvora!

Ontem à noite no programa habitual de segunda-feira, Medina Carreira, após as explicações dadas por um ex-secretário de estado da energia, sobre o porquê da energia eléctrica em Portugal ser das mais caras da europa com perspectivas de aumentar ainda mais já no próximo ano, teve a seguinte expressão: “Bem chego à conclusão que seria melhor a EDP ser do estado e não ter sido privatizada, porque concorrência não existe e cada vez paga-se mais. A teoria que nos venderam que privatizando o mercado ia funcionar e os preços baixar, estava completamente errada! Fomos enganados! Nestes casos mais valia a empresa ser do estado!”. Hello!?? Só agora é que percebeu que monopólios não devem cair em mãos de privados que procuram lucros chorudos?? Já vai tarde…

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

A manipulação da Comunicação Social

Por mais que uma vez já abordei no blog a problemática da parcialidade da nossa comunicação social. A revista visão lançou um artigo que vem confirmar isso mesmo. Recomendo uma leitura atenta do artigo apresentado no link, principalmente para quem ainda tem dúvidas do porquê deste país não ter futuro e sistematicamente entrar em colapso financeiro mesmo quando beneficia de ajudas comunitárias que outros países utilizam para crescer. A manipulação da informação é uma forma de manter o povo ignorante, ou seja, controlado. A cultura da ignorância é uma arma imprescindível em qualquer regime ditatorial no mundo. Por isso, para quem pensa que fez uma revolução no dia 25 de Abril de 1974, lamento ser um desmancha prazeres. O que se fez foi uma intervenção plástica das grandes famílias e grupos económicos que passaram todos a ser 200%democráticos e defensores da sociedade, mas que nos bastidores controlam e manipulam através do “conhecimento controlado”(ignorância), a verdadeira liberdade de escolha da população.

http://aventadores.files.wordpress.com/2013/11/visc3a3o_entrevista-fms.pdf

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Qualificação de Portugal – Mundial 2014

A selecção nacional de futebol 11 qualificou-se, com muito sofrimento pelo caminho, para o mundial de 2014. Os comentadores foram unânimes: grandes jogadores, grande selecção, um excelente trabalho de Paulo Bento etc. Como é costume neste país, o sucesso cega e é por isso que o país demora muito tempo a evoluir, porque as pessoas contentam-se em atingir apenas os mínimos, nunca pensam em ir mais além. A verdade é que a selecção teve jogos sofríveis contra equipas medíocres que puseram em evidência a falta de qualidade dos jogadores ou falta de profissionalismo. A nossa sorte é termos o melhor jogador do mundo da actualidade, quiçá o melhor jogador Português de todos os tempos, que vai disfarçando a pobreza da qualidade geral dos jogadores que compõem o grupo e a pobreza da equipa técnica. Se estivermos à espera que H.Postiga ou Hugo Almeida marquem um golo, poderemos necessitar de anos. Se esperarmos que o Nani faça algo mais para além de perder bolas, poderemos necessitar de anos. Se esperarmos que o Raul Meireles e Moutinho ou Rúben Micael aguentem mais que 50min de jogo, poderemos também necessitar de anos… Existem alternativas? Talvez não, mas uma coisa é certa, aqueles que referi já sabemos o que produzem: muito pouco. Tive a sorte de ver a selecção de Paulo Sousa, Rui Costa, Figo, João Pinto, Sá Pinto, Pedro Barbosa, Capucho, Sérgio Conceição, Pauleta, Nuno Gomes, Peixe, Fernando Couto, Rui Jorge e Jorge Costa jogar. Tive a sorte de ver a selecção de Costinha, Petit, Tiago, Paulo Ferreira, Simão, Ricardo Carvalho, Maniche, Deco, Figo, Cristiano, Pauleta e Nuno Gomes Jogar. Como tive essa sorte, confesso que não me encanta o estilo de jogo pobre em técnica que a selecção actual apresenta. Se Cristiano Ronaldo consegue brilhar rodeado de tanta mediocridade, nem quero imaginar como ofuscaria se jogasse rodeado dos jogadores que referi anteriormente. Depois há a questão Paulo Bento. Sempre disse que o considero um treinador com sorte, e isso também é importante. O azar, e é por isso que ele nunca vai brilhar como um Mourinho, é que ele é um bronco de primeira. Se à sorte que tem juntasse o mínimo de inteligência era um treinador de top. Assim não passa de um mediano. De um bronco mediano. Consegue com a sua bronquice fazer com que jogadores de top se incompatibilizem com ele, já foi Ricardo Carvalho, Rolando, Bosingwa, Tiago, Manuel Fernandes e agora, recentemente, Danny. Este último, considerando o que não produz Nani e a falta de jogadores na equipa com capacidade de transportarem a bola no pé, demonstra de facto o grau de bronquice da equipa técnica. Mas o que esperar de um treinador que numa conferência de imprensa veio dizer “já estavam de facas afiadas para nós e agora vão ter de as guardar”? Esta mania da perseguição, este complexo, esta falta de segurança, dá nestas querelas, nestas intrigas de escola básica adolescente, onde um cochichar ou um riso se transforma num enorme enredo. Transforma gente bem-humorada em reaccionários! Enfim… Vamos ao mundial e o milagre até pode acontecer, mas podíamos ir com uma ODD a nosso favor muito superior.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

A Irlanda deu de "froskes" - Abandonou-nos

A Irlanda surpreendeu meio mundo ao anunciar que desistia de negociar um programa cautelar assumindo o risco de ir aos mercados sem uma ajuda oficial. Digo oficial porque como ainda têm 25mil milhões amealhados do empréstimo concedido pela Troika, o risco é menor. A Irlanda sempre foi diferente de Portugal. Comecemos pela imagem e confiança que transmitem para fora que é muito positiva e superior a Portugal. A Irlanda era apontada como um caso de sucesso de crescimento e integração europeia, logo aí, vem o benefício de ter apoio dos que não querem perder a razão. Portugal ao contrário tem há muito anos, uma imagem de desperdício. Também a natureza da crise é diferente. Na Irlanda a crise rebentou por causa dos bancos (sector privado) e não por causa da incapacidade dos governantes para conduzir o país. Pelo contrário, a nossa crise tem por base anos e anos de má gestão da nossa classe política a mesma que é suposto resolver problemas em 3 anos que não resolveu em 35. Por último a Irlanda tem dois parceiros estratégicos muito importantes na economia global, Reino Unido e Estados Unidos da América. Portugal está sozinho. Os únicos parceiros que tem, são grupos de empresários que compram empresas portuguesas rentáveis para levar os lucros para os seus países de origem. Se tenho inveja da Irlanda? Tenho. Se acho que podemos seguir-lhe o exemplo. Tenho muitas dúvidas e para dizer a verdade, a bem do país era bom que não. Se isso acontecer iremos continuar com a mesma classe política até ao próximo trambolhão...