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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

A BANDALHICE – POEMA ZANGADO


A pouca vergonha na Banca continua - é um fartar vilanagem.
Os banqueiros que estão agarrados à “teta” – é só mamarem!
Para satisfazer a avidez desta pequena minoria que tudo estraga,
temos o pobre Zé-povinho – a grande maioria que tudo paga!

A uma gestão duvidosa de investimento e créditos mal parados,
Sucedem-se as imparidades e contínuos recursos delapidados.
É desta maneira que muitos milhões vão parar a alcovas douradas,
de Administradores com rendimentos e mordomias agigantadas.

E o povo aguenta? Ai aguenta, aguenta, aguenta pois então!
A geringonça está bem oleada e inteligentemente armadilhada,
o vai e vem entre os Bancos e os Partidos do arco da governação,
é uma garantia certificada para toda esta ganancia esquematizada.

A Troika, as Agências de Rating e os Mercados são aquela cambada.
Falam todos a mesma linguagem sofisticada: sacar, sacar, é só sacar!
Não vale a pena cumprir e ser um bom aluno – isto só lá vai à lambada!
Antes assim fazer do que ficarmos depenados e com feridas a sangrar!

Como é? Digam-nos! Quem tem vivido acima das suas possibilidades?
Os contribuintes ou os Bancos? Quem arca com as responsabilidades?
Quem deverá sair da zona de conforto e acabar com a promiscuidade?
As vítimas? Os inocentes ou os algozes? Fale-se de uma vez a verdade!

As siglas BPP, BPN, BES e BANIF quanto acabaram por já nos custar?
Eu digo: €13.705 Mil Milhões.* Até quando vamos continuar a pagar?
Enquanto o capitalismo cuidar dos políticos como sendo a sua coutada,
Continuaremos condenados a ser roubados por toda esta cambulhada!

*In RTP 3, 21/12/2015 às 21h20

Em Dezembro de 2015

Heitor d’Ambaca, Algés

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

BANIF – Como eu odeio ter razão

Em 2013 escrevi vários posts dedicados ao BANIF, em todos eles critiquei a injecção de capital público no banco e a sua conversão em acções. Se na altura as acções valiam 10 cêntimos, agora valem 0,0008€. Ou seja as acções foram convertidas em capital e no espaço de 2anos os 1,1mil milhões que o estado lá colocou como que se esfumaram…

Mas, como um mal nunca vem só, como accionista, além de perder o valor das acções ainda corre o risco de ter de assumir responsabilidades perante credores. Vai ser bom vai…

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Um Presidente que defende as suas ideias.

As eleições não são uma corrida que se ganha. Servem para eleger representantes do povo que representam na assembleia da república as vontades dos portugueses.
Quando o PR diz que em 2009 o partido mais votado foi o PS e que foi o Sócrates a ser indigitado 1º ministros, mesmo que o PSD+CDS tivesse tido mais votos, esqueceu-se de referir que o PSD+CDS não tinha a maioria absoluta.
Será que ao contrário de tantos países por essa europa fora, em Portugal, as coligações só se devem fazer antes das eleições?
Quando argumenta que “sempre foi assim”, está a utilizar um péssimo argumento. Se assim fosse, se nada nunca mudasse, ainda hoje não tinha sido abolida a escravatura.
Depois fala das questões dos compromissos internacionais, credores, Euro, Nato, etc, como se isso alguma vez estivesse a ser posto em causa. Alguém acredita que o PS aceitaria um acordo que pusesse em causa alguma dessas questões? Ontem, Catarina Martins, sobre esse assunto disse que cedeu em todos esses pontos e que teria respondido e esclarecido qualquer questão que o Presidente da República lhe tivesse colocado.
Por último, cabe ao Presidente da República dizer com quem é que um partido deve chegar, ou não, a acordo? Mas, a que propósito?

O discurso de ontem do Sr. Presidente da República Cavaco Silva foi uma clara demonstração de falta de imparcialidade.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Quem deve formar Governo?


Muito se tem dito que o PS perdeu as eleições e que a coligação ganhou as eleições e como tal eles é que devem formar governo. Também se ouve com enorme frequência “que os portugueses disseram no dia 4 outubro de 2015 que queriam que fosse a coligação a governar o país, mas sem maioria absoluta”.

Ora, vejamos os resultados oficiais:


5.380.451 VOTANTES
9.439.701 INSCRITOS

Temos que 4.059.250 de inscritos não foram votar. A abstenção ganhou as eleições.

Coligação           36,83%                1.981.459 votos               104 deputados 
PS                         32,38%                1.742.012 votos               85 deputados
BE                         10,22%                549.878 votos                  19 deputados
PCP                       8,27%                  444.955 votos                  17 deputados
PAN                      1,39%                  74.752 votos                      1 deputado
Restantes partidos                         307.182 votos                        0 deputados

Notas:
-             Faltam apurar 4 deputados (estrangeiro)
-             Dos 104 deputados da coligação, 86 provieram do PSD e 18 do CDS
-             PS + BE + PCP coligados perfazem 121 deputados (Maioria Absoluta)
-             A Constituição prevê coligações pré ou pós eleitorais.

Conclusão: Tenho a forte sensação que a esmagadora maioria dos eleitores que votaram no PS, no BE e no PCP, preferiam ver como solução governativa uma coligação estre estas três forças do que a continuação da solução anterior (governo de coligação PSD + CDS).

Essa sensação acentua-se porque os partidos mais à esquerda têm mostrado disponibilidade para fazer concessões e porque não tencionam colocar em causa políticas que a maioria dos portugueses defendem, nomeadamente, relativamente à “Europa, moeda única, NATO, economia de mercado, tecido empresarial essencialmente privado, democracia plural, objetivo de equilíbrio orçamental e respeito pela propriedade privada”.

Não me parece que seja correto dizer “que quem ganhou as eleições é que deve formar governo”, mas sim, “que quem deve formar governo é quem representa as escolhas da maioria dos portugueses”.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Mas que falta de idoneidade moral!


Quando vejo as últimas sondagens a darem empate técnico ou até mesmo a colocar a coligação à frente fico sem palavras. Por mais que questione as ditas sondagens, mesmo sabendo que em Espanha, Reino Unido, Grécia, etc, as sondagens têm falhado redondamente, não deixo de me questionar: “esta gente não se lembra que este Senhor mentiu?”. Sim, não questiono as preferências ideológicas, acredito na democracia, mas tolerar a mentira? Não consigo compreender.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Polémica com debates televisivos para legislativas


Ainda não consegui perceber qual é o argumento da coligação PSD/CDS para boicotar o debate acordado entre os partidos com assento parlamentar, previsto para o dia 22 de setembro.
Então pela CDU também devia ir Heloísa Apolónia, para além de Jerónimo de Sousa?
Se o acordado foi, por exemplo, 15 minutos para cada uma das 4 candidaturas, Passos Coelho só fala 7.5 para que Portas fale os restantes?
Citando Catarina Martins do BE: "é estranho que haja duas pessoas a defender o mesmo programa, porque ou é o dobro do tempo para dizer o mesmo ou têm visões diferentes e não se percebe porque estão numa coligação".
Parece que nos querem privar do debate…
Mais uma demonstração de deficit democrático por parte da coligação que “nos tem governado”.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Debate dos "pequenos" – Palavras e os actos


Ontem a RTP convidou líderes de pequenos partidos para o programa palavras e os actos, para um pequeno debate (infelizmente muito pequeno mesmo).

Do pouco tempo que tiveram para falar gostei mais uma vez de ouvir o Marinho e Pinto – posso concordar que por vezes exagera no estilo meio “abrutalhado”, mas toca nos pontos essenciais – e gostei de ouvir a Joana Amaral dias. Quanto ao Rui Tavares posso dizer que foi um pouco engolido por Marinho e Pinto. Aquele ataque que lhe fez parece que o deixou um pouco desnorteado e desiludiu. A verdade é que qualquer devedor gostaria de pagar menos pelos juros da sua dívida, no entanto, isso não depende dele, depende do credor. É por isso que o discurso de alguns partidos radicais não “cola”…

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Quinta do Noval 1981


Cumprindo com a tradição de uma família com raízes no douro vinhateiro, abri ontem, para comemorar o nascimento da minha primeira filha, um Porto Quintal do Noval do meu ano de nascimento 1981, que me foi oferecido pelo meu Pai.
É sempre difícil abrir uma garrafa especial, não pelo seu valor monetário que também pode ter o seu peso é certo, mas pelo valor sentimental e de posse de algo único, que mais ninguém tem. Eu sei que, como aquela, muitas mais garrafas foram para o mercado naquele ano, mas cada garrafa é única. Não há outra igual.
Venci o meu sentimentalismo ou avareza, enchi-me de coragem e substituí-os pela minha filha. Ao bebê-lo transferi esse tesouro único que tinha para a minha filha, só ela importa, só ela é única, só ela interessa conservar, tudo o resto é acessório. Orgulhoso pela tradição e ainda mais por ter conquistado um objectivo de vida, a minha filha, abri a garrafa. Uma tradição só se materializa se for praticada. Se não tivermos coragem de a levar em frente, então não é tradição.
Não quis pensar muito no assunto. Não lhe quis dar importância ou ainda me arrependeria. Agarrei nela como se fosse igual ao vinho tinto que tinha servido para jantar. Em menos de um minuto estava com o saca-rolhas espetado na rolha. Já não havia volta a dar.
A rolha desfez-se. Estava colada no gargalo. Enquanto lutava para evitar que a rolha se desfizesse por completo caindo no Porto, ia sentindo o aroma do néctar a libertar-se pela rolha. Que aroma. Nunca mais me esquecerei. Vai ser como aqueles cheiros de infância que estão cravados na minha cabeça, que me comovem quando os sinto, quando me lembro da minha infância, quando me lembro da Aldeia e pelos campos por onde passeava.
Com muito jeitinho e determinação lá consegui extrair aquele obstáculo na minha caminhada para o olimpo. Obstinadamente a rolha resistia ferozmente a largar de ânimo leve o precioso néctar que durante quase 34 anos conservara. Como eu a compreendi quando finalmente o degustei. Uma cor de caramelo lindo e um sabor de inigualável prazer. Que ano.
Obrigado a todos os que ajudaram na produção de aquele Quinta do Noval de 1981 (alguns poderão já não estar entre nós) e um especial obrigado e bem-haja ao meu pai, por ter dado sequência à tradição e por me ter proporcionado ontem aquele momento mágico que ficará para sempre gravado na minha memória. Infelizmente a minha mulher não é apreciadora de bebidas alcoólicas. Teria sido ainda melhor, correcção, teria sabido ainda melhor se o partilhasse com ela.
Irei estar atento e adquirir neste ano (no caso do ano de 2014 ter sido vintage), ou nos próximos, uma garrafa de Porto para a minha filha do ano de 2014. Espero que ela goste, que o conserve, que perceba o seu significado e o respeite, que tenha a determinação e coragem que o pai teve e que, preferencialmente, disfrute dele. Espero estar com ela nesse dia, para lhe poder dizer “Para mim, o ano de 2014 foi o melhor da minha vida, foi a todos os níveis um grande ano, inesquecível”.


PS – Acho que vou à procura de outra garrafa de 1981 e iniciar outra tradição, fazer uma árvore genealógica da família e juntá-la à do meu pai (ele não teve coragem de abrir a dele).

quarta-feira, 17 de junho de 2015

TAP: Afinal sempre foi uma negociata

Não foi para o Eframovich o amigo do Relvas, como eu tinha vaticinado, mas vai para outro amigalhaço, mas do Pires de Lima, Humberto Pedrosa. 
Quando todos se questionavam: mas a Barraqueiro dá assim tanto dinheiro que dê para comprar a TAP(?) a resposta afinal é, não. Não dá, mas isso também não interessa como vamos ver. Convém no entanto relembrar que Humberto Pedrosa não tem apenas a Barraqueiro, corrijam-me se estou errado, mas tenho ideia que o comboio da ponte “Fertagus” que recebe umas boas compensações do estado pelo serviço público prestado e cujos títulos de transporte eram entre 20 a 30% mais caros que os da CP, por exemplo, também é gerido por este senhor. Mas isso agora não interessa, vamos lá à privatização da TAP.

Com o governo a dizer à boca cheia, que tinha de vender a TAP porque a empresa necessitava urgentemente de capital para a gestão corrente e para comprar novas aeronaves e que o Estado não podia financiar a empresa, vem-se agora saber que afinal os privados, não vão colocar 1 cêntimo na empresa. O que vão fazer é vender 4 aeronaves, que são da empresa, para receber 100milhões e depois alugam-nos, porque precisam deles.
São ainda necessários 250milhões para novos aviões. Vão ser injectados na companhia? Não. O consórcio pretende ir comprar os aviões através do método Pre-Delivery Payment. Este sistema consiste em ir pagando antecipadamente em prestações o fabrico dos aviões. Tem o risco de como se costuma dizer, ficar com uma mão cheia de nada, mas vamos acreditar que a Airbus não abre insolvência durante o processo. Assim, através de financiamento da banca, ou libertação de capital gerado na empresa, a TAP vai comprando antecipadamente os aviões. Ou seja, a tal necessidade urgente que o governo falava, afinal não deve ser bem assim, porque quem compra os aviões no sistema PDP, ainda demora uns anos até os ter na sua posse. Mas o conceito de urgência para o povo, é diferente do conceito de urgência nos negócios.

A dívida que a empresa tem, que eu esperava ser assumida por quem comprasse a TAP, afinal vai ser negociada pelo estado com os credores para que a TAP só pague juro até 2020, não abatendo o valor em dívida. A minha pergunta é: mas porque raio tem de ser o ESTADO?? Querem ver que ainda vamos pagar para privatizar!??

Que bela negociata que está aqui na TAP!!..

terça-feira, 16 de junho de 2015

Associação Peço a Palavra

https://www.youtube.com/watch?t=894&v=TuWG_sVDe-E

O Social Capitalismo Global


Vi este fim-de-semana a reportagem que se encontra no link do programa Observatório do Mundo, da tvi24, sobre o império de Mittal, o homem que praticamente impõe as regras e o preço do aço no mundo tal é a sua dimensão.
Entendo que a reportagem é um bom exemplo do prenúncio do futuro da humanidade. Talvez os primeiros a chegar a esse futuro sejam os países europeus, os mais desenvolvidos, mas como a economia global funciona como vasos comunicantes, esse futuro chegará a todos.
MIttal, o imperador do metal, baseia o seu sucesso, tal como todos os privados, na produção de baixo custo em detrimento da qualidade. A qualidade não é apenas a qualidade do produto, é também a qualidade das fábricas e processos de fabrico, a qualidade de vida dos trabalhos e a sua segurança no trabalho e também a qualidade ambiental.
Não é por acaso que as grandes fortunas, os grandes impérios nos dias de hoje, estão deslocadas para o oriente. Basta olharmos um pouco para a história para percebermos que os grandes impérios, ou grandes potências, assentaram sempre em mão de obra barata (escrava). Nos dias de hoje não é diferente. No oriente, não podemos falar de escravidão, mas o salário que recebem é quase digno da palavra.
É por isso fácil de fazer fortunas. É por isso que dificilmente a Europa, ou qualquer país desenvolvido vão conseguir controlar a economia mundial. Construir um Império, cumprindo as regras impostas na Europa, é uma tarefa colossal e desleal, comparando com um qualquer país “emergente”.
Acresce ainda que os capitalistas são iguais em todo o lado. Se o dinheiro faz-se no oriente é para lá que vão…
Mittal cresce nos países onde é mais fácil crescer, onde não há regras. Daí parte para a conquista os países desenvolvidos. Com a crise fecha as unidades com menor rendibilidade, as europeias, onde os salários são mais altos. Apesar da crise que rebenta na europa em 2008, Mittal retira 650 milhões de dividendos. Já com várias unidades fechadas, elevado endividamento do grupo e trabalhadores despedidos retira em 2012, mais de 750 milhões de euros em dividendos. Como qualquer empresário obcecado por resultados, cede à tentação das fugas ao fisco. Com fábricas em todo o lado e muitas paradas, faz a produção “deambular” de país em país, de forma a pagar menos impostos.
Através da chantagem de perda de postos de trabalho, consegue negociar taxas sobre os lucros entre 0 e 5%, enquanto uma pequena e média empresa paga entre 20 a 35%.
O desespero da europa pelo emprego, a sua falta de solidariedade, a sua falta de visão conjunta faz dela fraca com os fortes. Encontra-se refém deste “social-capitalismo” que aproveita o impacto que tem na sociedade para, através da chantagem e do receio pelos seus actos, manter numa escravidão legalizada, moralmente aceite e até desejada!!
Vejam a reportagem que vai valer a pena e vos fará pensar no futuro que nos espera.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

TAP: Nabice ou Trafulhice?




Este é um assunto que não posso deixar de abordar no Blog para memória futura. Deixo também a ressalva que não me oponho à privatização da TAP. Tantas empresas públicas que já foram vendidas, sendo que muitas delas sem verdadeiras alternativas, não será a TAP que me preocupa mais. Se vendemos os aeroportos, os portos  e a rede eléctrica, se vendemos os CTT a EDP a PT e a GALP, porque não a TAP cujas alternativas abundam, sejam Low Cost sejam premium. Porque tem a bandeira nacional? Por favor… esse tempo já lá foi. Sempre me perguntei porque raio tinha de suportar do meu bolso rotas “simbólicas” com prejuízos para a companhia para que um Barão qualquer de um dos partidos do arco da governação possa ir fazer os seus negócios?! Não faz sentido. Quem quiser que pague um jacto particular e boa viagem. A verdade é que a empresa não pode continuar a acumular défice atrás de défice. Para mim, venda-se.
Outra questão é como gerir o processo de venda. Aqui o governo, salvo melhor opinião, tem estado muito mal e talvez de forma não muito inocente. Vou expor aqui o meu raciocínio que talvez não ande muito longe da verdade.

1 – A TROIKA obrigou a contabilizar na Dívida Pública as dívidas do sector empresarial do estado, o que elevou em muito o valor da dívida do estado.

2 - A TAP tem dívidas. Muitas dívidas. Tem de se resolver o problema! Tem de se anular a dívida da TAP para baixar a dívida pública e aliviar a pressão e desconfiança dos credores.

3 – O governo decide entre os pares: procurem entre os amigos quem é que está disponível para assumir a TAP.

4 - Relvas arranja um interessado para a TAP de nome Eframovich. Mais ninguém consegue dentro do prazo arranjar opções.

5 – Dado o ar de trafulha de Relvas e do histórico de amizades não muito recomendáveis Eframovich é olhado de lado. Pior do que isso, o governo percebe que entregar a companhia num concurso com apenas uma proposta, sendo a mesma do amigo Relvas, pode ser demasiado… obscuro, com graves consequências para a imagem do governo.

6 – Relvas sai do governo e passa a viajar muito para o brasil e a contactar Eframovich. Vou fazer um exercício de um possível diálogo entre os dois, que peço ao leitor que ao ler, entoe na sua cabeça o sotaque brasileiro de Eframovich e a vozinha de menino Tonecas de Relvas (sempre fica mais divertido para o leitor contribuinte desta tragédia que são os nossos políticos).

 Efram: Oi cara, como é que é? Vocês me ferraram na TAPihh
 Relvas: Pois… Mas olhe, não se preocupe que tudo se vai resolver. A sua proposta para o cargo de administrador na TAP ainda se mantêm?
 Efram: Sei não cara! Você me esnobou! Agora só tem cargo não executivo...
 Relvas: Não tem mal, para mim serve. Então é assim: vamos tentar arranjar mais duas propostas para concorrer consigo, para… uhm, sabe? Dar assim um ar mais transparente à coisa!
 Efram: Propostas? Quer dizer concorrência?
Relvas: Concorrência? Não, não, nada disso! Calma! Somos amigos ou não?
Efram: Caro amigo, isso vai dar muito trabalho pá gentchi. Terrr que criar mais duas empresas “di” fachada? Sei não… Vai custar seu cargo não executivo… vai baixar para assessor “di” directoria..
Relvas: Tem salário não tem? 
Efram: Tem sim.
Relvas: Óptimo!!.Para mim serve. Posso falar então com dois amigos para arranjar umas propostas?
 Efram: Tudo bem cara, você qui sabe!

7 – Durante dois anos é passada informação e negociados os termos da privatização. O governo aproveita todas as oportunidades para desvalorizar ainda mais a TAP, para que os valores da privatização não choque a sociedade portuguesa.

8 – Após a apresentação a das propostas, representantes do governo vêm para a comunicação social dizer que esperam um processo de análise célere e que esteja pronto em 15 dias.

Posto isto, não me admiraria nada que a proposta vencedora fosse: Eframovich. E não me admiraria nada que a sua proposta fosse muito melhor que todas as outras para vermos os membros do governo a dizer à boca cheia na televisão que tomaram a melhor decisão e que a proposta de Eframovich é sem dúvida a melhor (e que defenderam o interessa nacional, blá blá blá).

Quem acha que em 15 dias se analisa um processo de concurso desta magnitude só pode ter conhecimento prévio que o concurso já estava cozinhado. Que isto é fantochada. Porque 15 dias demoro eu a verificar as propostas de um concurso de uma empreitada de 1milhão de euros. Isto se olhar com olhos de ver e quiser comparar, não preços, mas valia técnica das propostas. Como pode ser o processo de privatização da TAP, uma empresa cujo valor deve atingir os milhares de milhões de euros, decidido em 15 dias? Estão a brincar, só pode. 

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Privatização da TAP



Ontem o Sr. Primeiro-ministro dizia que a alternativa à privatização da TAP é a reestruturação, e que com isso, em vez de termos uma TAP ficávamos com uma “tapezinha”.
Então uma empresa com uma dívida elevada e com um acumular “quase” crónico de prejuízos não é para reestruturar?
Como é que “um privado” vai conseguir por a TAP a dar lucro (recuperar o investimento e ter ganhos) mantendo a atual estrutura.
Não vai despedir ninguém? Não vai eliminar rotas que não são rentáveis?
Ficou por esclarecer qual a diferença (se é que existe) entre uma reestruturação feita pelo governo e uma reestruturação feita por um privado.
TAP ou Tapezinha preferia que continuasse portuguesa.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Desta vez, não se deixe enganar!


O que o zé-povinho não sabia, mas agora já sabe, e não deve esquecer:
Vivíamos acima das nossas possibilidades…
Foi no dito várias vezes. Como não disseram nomes, nem apontaram dedo, assumimos que todos nós vivíamos acima das nossas possibilidades.
Na verdade, quando nos faziam crer que vivíamos acima das nossas possibilidades, não se estavam a referir àqueles que tinham casa ou carro acima dos seus salários, e que pagavam créditos com cartões de crédito, não, estavam mesmo a referir-se a todos nós. Estavam principalmente a referir-se ao estado social, à educação, à saúde, às empresas públicas, etc.
Lembram-se quando entramos para a CEE e que começou a chover dinheiro? Lembram-se daqueles cursos de formação profissional que não serviam para nada? E das autoestradas que nos enchiam de orgulho? Algumas, aquilo parecia que era tudo nosso. Quem tivesse uma bomba, podia ir para lá sentir a adrenalina do condutor de formula 1.
Depois foi construir prédios e mais prédios, foi o CCB, foi a EXPO, foram pontes Vasco da Gama, foram rotundas e mais rotundas, foi fechar agriculturas e pescas, e algumas indústrias, e qual cereja no topo do bolo, foram os bancos a falir (BPP, BPN, BES) e outros tantos a pedir para não falir (BANIF, BCP, BPI).
Quem nunca recebeu em casa um cheque de 5000€ para ir ao banco levantar um empréstimo? Ou, faça um empréstimo e vá de férias uma semana com tudo pago?
Depois foram os SWAPs, as PPPs, as dívidas da CP e do METRO, a PT, eu sei lá...
Lembram-se do salário mais regalias do Dr. Jardim Gonçalves? O homem merecia! “Foi ele que fez do BCP o maior banco privado português”; e do Eng.º Zeinal Bava? O melhor CEO do mundo? No mínimo da Europa! Também merecia cada cêntimo do que ganhava. Agora imaginam lá o n.º de Zés que se tramaram à conta só destes dois? Mas isso não importa nada porque são empresas privadas e esses assuntos só dizem respeito aos seus clientes e acionistas. Áh, pois é!
Agora que as eleições estão à porta, não nos podemos esquecer que tudo isto foram mentiras.
Aqueles que pagam impostos e aqueles a quem lhos sacam têm o direito e o dever de exigir justiça e que os dinheiros públicos sejam sempre utilizados para servir o país.

Temos mesmo que encontrar gente honesta e competente (um só não chega).

quinta-feira, 2 de abril de 2015

A teoria do caos e as eleições na Madeira


Triste país este onde afinal a incompetência é prato do dia nas diversas instâncias do país. E é tudo normal.
Afinal na Calheta engaram-se e deram mais 100 votos ao PSD. A maioria perde um deputado e esfuma-se.
Horas depois, assim como que do nada, afinal houve um erro informático e não foram contabilizados 100 votos no Porto Santo… What??
Como disse a minha mulher “se for necessário ainda se arranjam uns 100 votos nas ilhas Desertas”. Uma coisa é certa, há la cagarras em número suficiente para dar maioria ao PSD se tal for necessário!

terça-feira, 31 de março de 2015

As trapaças do Coelho

Não tenho tido muito tempo para dedicar ao blog, ainda assim não posso deixar de registar no mesmo este triste episódio do tempo em que o cidadão Passos Coelho não foi assim muito (ou nada) perfeito.

Primeiro: Ouvi muitos comentadores laranjinhas dizer que "certamente o povo não exige um cidadão perfeito". Não sei o que isto quer dizer. Que pode bater na mulher, na mãe e na avó? Ou que não faz a separação dos lixos? Para mim, o cargo de primeiro-ministro não deveria estar ao alcance de todos, caso contrário caímos na ditadura da democracia segundo Platão em que corremos o risco de ser governados por gente mais bruta do que nós. Por isso, para mim, humilde cidadão(do povo) cumpridor, o primeiro-ministro deve ser um cidadão exemplar. Eu exijo-o.

Segundo: A questão será cidadão exemplar ou contribuinte exemplar? Como já disse anteriormente não me agradaria saber que o “meu” primeiro-ministro era uma besta como pessoa, mas ser um mau contribuinte é para mim tão anedótico que nem sequer me concebe tal pensamento na cabeça. Então um dirigente que rege os destinos de um país, supostamente solidário, que cobra impostos para ter um estado social, depois ele próprio não cumpre? Não dá o exemplo? Com que lata vai dizer para a Alemanha que vai cobrar mais impostos, quando ele próprio não os paga? Que imagem dá ele do país perante entidades externas, investidores e dirigentes de outros países? Eu, se fosse uma dessas entidades, quando a Dr.ª Maria Luís Albuquerque me viesse mostrar as medidas de contenção orçamental com subida de impostos, atiraria logo a “boquinha”: “mas isso é para pagar ou é só para entidade externa ver? O seu primeiro-ministro vai pagar?”.

Terceiro: Aqui reside, para mim, o pior disto tudo. O escabroso, o podre, o mesquinho e infelizmente o cerne da questão. Coelho sabia das dívidas. Segundo ele contraiu-as por dificuldades financeiras entre 1999 e 2004. Mas depois disso já não teve dificuldades financeiras e mesmo assim não as regularizou. Tendo informação privilegiada, de fonte política, que a Segurança Social funcionava mal, decidiu deliberadamente não pagar pois sabia que o mais certo era a entidade não conseguir detectar e cobrar em tempo útil. Pior, desde 2012 que um jornalista tinha chamado a atenção para este facto e ameaçado colocar nos jornais e mesmo assim, recebendo 10mil euros por mês do Estado Português - esse pulha que cobra impostos por tudo e por nada a qualquer cidadão passe ou não por dificuldadesmanteve a sua posição e recusou pagar os 7mil euros em dívida. Era um mês de vendimento Sr. Ministro, era esse o sacrifício que tinha de fazer. Um mês!!
No entanto só o fez em fevereiro de 2015, quando a notícia chega à praça pública. É lamentável, vergonhoso, uma canalhice, imoral, irresponsável, golpista e totalmente incompatível com o cargo de primeiro-ministro de um país que se quer apresentar ao mundo como desenvolvido.

Para mim, como humilde cidadão do povo é motivo de vergonha nacional. Só mesmo neste pedaço de terra é possível que, depois de se saber que a figura máxima de um governo, que trabalha para uma entidade que ele próprio não respeita, se possa manter no cargo como se nada se tivesse passado. Não há palavras.

Quanto ao Presidente da República e ao facto de tentar fazer disto um caso político, em vez de Social e de Estado, só posso compreender por senilidade e partidarismo. Deu uma triste imagem de si, é verdade, mas vive bem com isso, algo a que também já estamos habituados.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Impostos explicados em Lego pelo PCP


Do melhor que já vi. Uma ideia muito original que traduz bem o que o governo tem feito. Um aplauso sonante para o deputado do PCP pela genialidade do acto que deixou os partidos da maioria sem saber muito bem o que dizer.
Quando a verdade está do nosso lado, não há muitos argumentos que possam desmentir-nos, o único é a incompreensão daquilo que estamos a dizer, mas com os Legos tudo se torna mais fácil!

http://videos.sapo.pt/ZRL6YVhdCRosDIkPgZbZ


terça-feira, 13 de janeiro de 2015

O fim do Jardinismo na Ilha da Madeira?

Assistimos recentemente a um facto digno de registo na história contemporânea, falo da renúncia de Alberto João Jardim e o respectivo processo de substituição.
Não sou madeirense, mas conheço razoavelmente a realidade da ilha fruto das minhas viagens recorrentes à ilha para visitar os familiares da minha mulher. “Cubano” como sou, consigo ter uma visão um pouco mais despregada de toda a situação. Cubano transmontano como sou, poderei ser ainda mais intransigente com algumas situações, uma vez que que a minha bitola de comparação é um pedaço, relativamente grande, do território português que é região transmontana, que ainda aguarda a conclusão da sua primeira autoestrada. Uma região que, aos meus olhos está completamente abandonada à sua sorte.

Assisti ao debate na RTP Madeira entre os dois candidatos, Miguel Albuquerque e Manuel António Correia. Não sei se a maioria dos comentadores das televisões nacionais assistiram. De um lado um político que teve a audácia de 4 anos antes se demarcar de Jardim, do outro um fiel escudeiro que tentava convencer os eleitores através de argumentos de boa gestão pública que praticou enquanto Secretário Regional do Ambiente e dos Recursos Naturais. Manuel Correia, segundo o próprio, não desmentido pelo seu adversário e por madeirenses, organizou as cooperativas da banana madeirense, com benefício para os produtores (grandes apoiantes do próprio), bem como o problema dos elevados custos da recolha e tratamento dos lixos, atribuídos a privados reduzindo os custos em 12 milhões de euros/ano. Manuel Correia acusou ainda Miguel Albuquerque de ser apoiado pelos privados que ele “entalou” durante a sua gestão pública, algo que também não vi ser desmentido.

Confesso que tenho muita relutância em acreditar que alguma coisa vai mudar com a ascensão de Miguel Albuquerque. Não me admiraria nada que num futuro próximo se venha a perceber que tudo isto não passou de um puro golpe de teatro. O grande feito de Miguel Albuquerque, até agora, for ter a audácia de, antevendo a queda inevitável do líder, entrar em rota de colisão, deixar cair de podre e esperar pelo seu tempo. Não gosto do estilo de Jardim nem do seu estilo de governação, mas como cidadão mais depressa aprecio numa pessoa a lealdade do que comportamentos a lembrar um chacal. É que dos primeiros já sabemos o que podemos ter, já dos segundos… Lobos com pele de cordeiro podem ser a desgraça completa.
Antevendo o desgaste de 36 anos de poder, que já se tinham reflectido nas eleições anteriores Miguel Albuquerque foi falando de mudança e mudança e mais mudança, sem concretizar como e no quê. Sabendo que todo o investimento público na Madeira é da responsabilidade do Governo Regional (até as luzes de Natal do Funchal são da responsabilidade do Governo Regional!) não vejo que passado tão orgulhoso, tão enriquecedor possa ter Albuquerque comparando com Manuel Correia que faça o povo aclamar pelo D. Sebastião Madeirense…
Pode ser que me engane, mas creio que a Madeira vai entrar na 2ª era Jardim. Se é bom ou mau para os Madeirenses, eles saberão melhor do que eu, pois são eles que todos os dias vivem e beneficiam dos túneis e das novas estradas que se abrem todos os anos.

Para mim, como cubano transmontano, custa-me saber que uma região de Portugal possa acumular um passivo de 8mil milhões enquanto outras vêm os seus municípios lutarem por migalhas. Se hoje me disponibilizassem 8mil milhões de euros para investir em Trás-os-Montes, podem ter a certeza que os níveis de pobreza desceriam e o PIB da região aumentaria e muito.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Fiscalidade... Verde????

Quando burlões vêm com discursos cheios de boas intenções, nós, devido a sua condição, desconfiamos sempre. A verdade é que mais uma vez disfarça-se um aumento de impostos sobre a égide ambiental.
Vão subir os impostos nos combustíveis e nos sacos de plástico. Relativamente aos combustíveis, Portugal já é dos países que mais carga fiscal pratica nos combustíveis, mas pelos vistos parece que não há limite. Se é fácil para o governo ir buscar dinheiro aos combustíveis, também é fácil para os transportadores aumentarem os preços e consequentemente os retalhistas. Já no que toca a pagar, vai custar aos consumidores. Ai se vai.
Quanto aos sacos de plástico, relembro que não existem em Portugal sacos de papel. Mais, é muito giro ver nos filmes americanos os actores chegarem a casa com sacos de papel, mas já alguém reparou nos sacos do lixo? Também são de papel? Não! É vê-los a ir aos caixotes metálicos colocar sacos pretos de lixo. Qual reciclagem qual carapuça! Quem quiser que a faça! Aqui está o cerne da questão. Querem que eu separe 5 tipos de lixo em casa a saber: orgânico, lixo comum, papel, cartão e vidro. E sacos para isto tudo?? Uma vez que vou frequentemente a supermercados onde os sacos são pagos a 3 cêntimos, já me ocorreu comprar um rolo de sacos de lixo. Qual não foi o meu espanto quando verifiquei que o preço unitário é de 8 cêntimos! Ou seja mais caro do que comprar os sacos de plástico das compras! Será que os do lixo também vão encarecer 8 cêntimos? Onde é que vamos colocar o nosso lixo??

Ou seja, tudo isto é uma hipocrisia porque “fiscalidades verdes”, ou melhor, fiscalidade educativa, faz sentido praticar quando se quer mudar hábitos da população, só que isso pressupõe a existência de alternativas! Quais são as alternativas aos combustíveis? Tirando os grandes centros urbanos, em que ainda assim os transportes são muito deficitários, no restante território os transportes públicos estão longe de se configurar como alternativa ao veículo próprio. E os sacos do lixo? Como é? É pagar! E não estrebucha!!

terça-feira, 4 de novembro de 2014

O logro do OE2015

Nas últimas semanas foi apresentado formalmente o orçamento de estado para 2015, já com poucas surpresas uma vez que os serventes do governo da comunicação social já se tinham encarregado uns dias antes de preparar o terreno para as patranhas dos mestres.
Não gosto de floreados, não gosto que me tentem enganar. Mais uma vez é isso que sinto das medidas apresentadas pelo governo. Querem apresentar medidas boas para os resultados eleitorais mas, como não há margem, decidiram fazer uma propaganda para as boas medidas (ainda assim muito reduzidas), menosprezando as más medidas.
A redução do IRS para as famílias numerosas é pura e simplesmente ridícula. 1% de mil euros dá 10 euros. Sabem quanto custa um pacote de 60 fraldas dodot em promoção? 10 euros. Por mês são necessários 2 a 3 pacotes. Já não falo da alimentação, do pediatra, das vacinas fora do plano nacional de saúde, da roupa, cremes e utensílios. Isto é tão ridículo que mais valia que estivessem calados. A hipocrisia é ainda maior, quando as mesmas pessoas que ganham 1000 euros/mês, e como tal já são consideradas ricas, porquanto não têm, isenção de IMI ou acesso a tarifas sociais etc., vão ser as mesmas que vão ver aumentar o mesmo IMI, 5 cêntimos nos combustíveis e mais 8 cêntimos por cada saco.

Eu moro em Lisboa, a 25 km do meu posto de trabalho e tenho um carro cujo consumo por km é dos mais baixos, 5,5L/100 km. Gasto em média 80 litros/mês o que dará +4 euros por mês. Se a isto passar a somar a compra de sacos - sim porque vamos ter de os comprar, onde é que querem que coloque o lixo? – mais o aumento do IMI, aposto que para o ano as famílias numerosas vão ter menos dinheiro em casa, mesmo com a “abébia assombrosa” no seu IRS… Tenham vergonha!

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Alexandre Soares dos Santos, acordou!??

Sempre ouvi dizer que burro velho não aprende línguas, mas Soares do Santos está quase lá!! É verdade que o homem está "quase reformado", mas mais vale tarde que nunca!

Referiu ao expresso que está farto do investimento "chinês" que não considera investimento, considera comprar barato.
Já me cansei de escrever aqui no blog, que o investimento que Portugal necessita não é do tipo vender uma empresa e alguém comprar. O investimento necessário é aquele em que se convence os grandes investidores a trazerem para Portugal algo que ainda não exista cá. Isso sim é investimento. Isso sim gera empregos. Isso sim aumenta o PIB.

Vender a EDP, REN, Fidelidade, quanto muito ainda vai desequilibrar as coisas. O PIB vai cair devido à saída de dividendos e de investimento e como o privado quer as empresas eficientes, vai espremer funcionários despedindo alguns... É só pensar um pouco.

http://expresso.sapo.pt/soares-dos-santos-detesto-investimentos-chineses=f894657



sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Assim não tem piada; Assim, não vamos lá; por mim, assim não brinco!

Sobre o caso Tecnoforma faltou algo por dizer. Não sei se o senhor primeiro-ministro cometeu, ou não, alguma ilegalidade, mas após ter lido o texto publicado pelo JOÃO MIGUEL TAVARES, (ver post em baixo) e relembrado aqueles tempos dos cursos de formação profissional, financiados pelos fundos europeus, só posso pensar que este, a que o senhor primeiro-ministro parece ter estado ligado, foi mais um daqueles que não serviu para ajudar a desenvolver o país e aumentar a sua capacidade produtiva, mas antes para o benefício de uns quantos. Como? Não sei, mas como dizia o outro, é só fazer as contas. Para além da enorme falcatrua que envolveu a crise financeira de 2008, com todos aqueles produtos tóxicos de que todos já ouvimos falar, fonte na qual muitos dos nossos queridos bancos foram beber (até férias ofereciam em troca de créditos), como a pesado custo temos continuamente vindo a sentir na carteira, da brutal inflação que se deu neste pequeno e mal preparado país com a entrada no Euro, o terceiro grande responsável pela crise que estamos e vamos continuar a atravessar foram os enormes fundos que entraram no país provenientes da UE que em grande parte foram aplicados para benefício de uns quantos, mas pouco ou mal aproveitados para desenvolver ao máximo o país e desse modo, não só aproveitar os fundos mas também os baixos juros. O país desistiu dos fatores produtivos e apostou no endividamento e nas engenharias financeiras, tão bem ilustrado no caso Estamo (ver post, “Jogar golfe é um direito humano. Nas Amoreiras”). A ganância e o egoísmo de uns levou a que o país se endividasse ao ponto de não ter dinheiro para pagar os salários e quem nos emprestava dinheiro disse basta, agora se querem, pagam, e claro, como todos sabemos, pagam principalmente os que não são “chicos-espertos”. Como é que isto não havia de acabar mal? E ainda vão uns tipos para a TV dizer que os portugueses viviam acima das suas possibilidades. Haja descaramento.
 


quinta-feira, 9 de outubro de 2014

“O Estado social somos todos nós”, diz Lobo Antunes


Tal como na medicina, é indispensável fazer o “diagnóstico das causas da crise” para acabar com ela e para prevenir reincidências, afirma o neurocirurgião, acrescentando que a crise económica “ameaça esfarrapar o Estado social”.

Era uma “reflexão despretensiosa” aquela que o neurocirurgião João Lobo Antunes se propunha fazer sobre o que o preocupa como cidadão no actual estado das coisas do Estado social. Tendo em conta a sua área de eleição, o também Conselheiro de Estado não se coibiu de mencionar uma ou outra ligação que podem ser encontradas entre a medicina e a política. Fez uma resenha sobre a história da teoria do Estado social para acabar por concluir que, hoje, “o Estado social somos nós”.
“O modelo social europeu é em si mesmo um programa político, representa uma conquista social sem preço e a sua destruição seria uma catástrofe”, afirmou Lobo Antunes na conferência Afirmar o Futuro, que esta terça-feira terminou na Fundação Calouste Gulbenkian. A ideia inicial das funções do Estado começaram a ganhar forma na Europa central no século XIX com as políticas de Bismark sobre pensões de reforma, por acidente ou doença. E materializaram-se no início do século XX com intervenções em serviços sociais como a educação, saúde, transportes, habitação, cultura, apoios sociais. Mas foi preciso esperar pelo pós-segunda guerra para que o crescimento do Estado social ficasse intimamente ligado ao boom económico, recordou Lobo Antunes, ainda que o modelo social tenha “assumido na Europa roupagens muitos variadas”.
Em Portugal as coisas demoraram mais, mas o neurocirurgião considera que “indiscutível que o Serviço Nacional de Saúde foi uma das mais felizes germinações da revolução de Abril e aquela que mais se entranhou na alma dos cidadãos como um direito inalienável”.
No final da década de 80, com o fim do muro de Berlim, começou a “questionar-se a viabilidade do modelo social vigente” e essas dúvidas adensaram-se nos últimos anos com a crise financeira. O que faz perigar as muitas formas de segurança que esse Estado social imprimia à vida dos cidadãos. Agora, politicamente, nem a direita nem a esquerda sabem lidar com o que resta desse Estado social.
“A crise económica ameaça esfarrapar o Estado social”, avisa o médico. Tal como na medicina, é indispensável fazer o “diagnóstico das causas da crise” para acabar com ela e para prevenir reincidências. Lobo Antunes considera que a saúde é uma área onde não pode haver cedências nas responsabilidades do Estado porque tem “efeito multiplicador na economia” – faz aumentar a produtividade, o capital humano e por cada ano ganho na esperança de vida a economia cresce 4%, enumera.
“O debate sobre sustentabilidade do Estado social, e particularmente da saúde, é habitualmente dominado por duas dimensões: a sustentabilidade financeira e a sustentabilidade política, tendo esta última condição da primeira e sendo ambas condições necessárias mas não suficientes”, apontou Lobo Antunes. Por isso, “o paradigma da saúde pode ajudar a recentrar a questão das prestações do Estado social” e isso é especialmente importante numa altura como a actual. “As políticas de saúde em tempo de crise implicam fazer o que é necessário”, mas fazê-lo de forma prudente, racional, informada. O que nem sempre é fácil porque, admite, “a crise tem também como consequência o turvar da tomada emocional das decisões”,
“Para a saúde ser sustentável precisamos de uma população saudável e também responsável pela sua própria saúde e de práticas de saúde bem integradas com outras políticas educativas, sociais e económicas. Ou seja, precisamos de saúde em todas as políticas.”
Até porque, continuou, o Estado social adaptado é “indispensável para servir o interesse público na educação, na justiça, na saúde, na segurança social, em todas as áreas de intervenção do Estado junto dos cidadãos. Só assim podemos ter uma democracia saudável e competitiva.” E perante este quadro global, João Lobo Antunes rematou: “O Estado social, no fundo, somos nós.”


Jogar golfe é um direito humano. Nas Amoreiras



Anos a fio ministros e autarcas andaram a esconder dívidas em centenas de entidades cujas contas não entravam nas do défice público. Já o sabíamos. Não sabíamos é que isso até incluía clubes de golfe.

Não há nada como fazer contas de somar. Ou, para ser mais exacto, juntar tudo e somar tudo, sem deixar nada de fora, sem truques, sem lixo escondido por baixo dos tapetes nem contas omitidas.

Sabíamos há muito que, anos a fio, os governos e os autarcas se tinham especializado em disfarçar as contas públicas: tudo o que pudessem tirar do perímetro da consolidação orçamental não contava para o défice e para a dívida, escapava ao cutelo de Bruxelas e iludia a crendice dos eleitores. Sabíamos também que um dia íamos ter de alterar critérios e tirar esses esqueletos dos armários. Nesse dia as contas públicas ficariam ainda mais feias. Foi isso que aconteceu agora. O que descobrimos é pior do que aquilo que imaginávamos.

Ver os défices do passado darem saltos de canguru era certo e sabido que ia acontecer. Mesmo assim não se imaginava que em 2010, o último ano do consulado Sócrates, o défice tivesse chegado aos 11,2%. Não há memória de tal desequilíbrio nas contas do Estado e só se estranha que ainda haja quem se orgulhe desse feito.

Mas a maior das surpresas não foi ver alguns destes saltos – foi ver o tipo de entidades que, a partir de agora, são consideradas “Entidades do Setor Institucional das Administrações Públicas”, isto é, as suas contas vão directamente ao nosso bolso, o de contribuintes, sem subterfúgios ou disfarces. A lista de todas essas entidades enche 94 páginas de um documento ontem disponibilizado pelo Instituto Nacional de Estatísticas, com 40 a 50 entidades por página. Está lá tudo, desde a Assembleia da República do Clube de Golfe das Amoreiras. Sim, aquele clube de golfe onde nunca se chegou a dar uma tacada. Sim, um clube que não está sozinho, pois tem a companhia do “Porto Santo Golf Resort”. E de muitas outras coisas bizarras, como marinas, aquários ou termas, teatros e fundações, para além, claro, de estádios do Mundial. A quantidade de coisas que o Estado acha que lhe compete fazer, e para fazer, ter, é infindável.

Depois da surpresa, a leitura atenta da lista permite-nos perceber o que entrou para ela este ano – 268 entidades – e o que fez saltar os números dos défices passados. Mais: permite perceber melhor porque é que em Portugal só muda o que permite que tudo fique na mesma.

Entre as entidades que entraram para o perímetro da consolidação orçamental as que pesam mais são a CP, com as suas dívidas gigantescas, a maior parte dos grandes hospitais, incluindo todos os IPO, e empresas públicas como a Parpública ou a Estamo. A forma como o Estado geria a relação com essas entidades simboliza bem o modo como sucessivos governos trataram de disfarçar o défice real das contas públicas. É certo que, no fim do dia, paga sempre o mesmo mexilhão, mas essas entidades, ao conseguirem endividar-se fora do perímetro das contas públicas, ajudavam a criar a ilusão de que as contas do Estado estavam controladas quando, afinal, estavam era maquilhadas.

Veja-se o caso da Estamo. Essa empresa comprava ao Estado edifícios ocupados por serviços públicos. Quando o fazia, a “venda” funcionava como receita e abatia às contas do défice, apesar de só se ter trocado o dinheiro de bolso. Para realizar essas compras, a Estamo ia ao mercado bancário endividar-se, mas isso não era problema porque a sua dívida não contava para a dívida pública. Depois, para fingir que era uma empresa a sério, passava a cobrar renda aos serviços públicos que, mesmo tendo vendido os imóveis em que estavam instalados, por lá continuavam. Essas rendas passavam a ser um custo que, esse sim, pesaria no défice dos anos seguintes.

Como foram quase três centenas as entidades que agora, por imposição das novas regras europeias, tiveram de ser integradas no perímetro das administrações públicas, basta-nos multiplicar por 300 esquemas deste género, mesmo que em dimensão menor, para termos uma ideia de como se alimentou, da administração central à administração local, uma fatal ilusão sobre a saúde das contas do Estado.

Estes mecanismos não permitiam poupar dinheiro ou dívida, quanto muito atiravam para o futuro contas que deviam ser pagas hoje. Nenhum contribuinte se escaparia a pagar a factura quando ela aparecesse. O que estes mecanismos permitiam era gastar mais fingindo que se estava a gastar menos. Com eles era possível – como agora se vê com mais clareza ao conhecermos o valor das contas corrigidas dos défices de 2010 a 2013 – iludir as regras impostas pela moeda única. Com elas, no fundo, era possível manter o Estado a viver acima das suas possibilidades, uma expressão que irrita muita gente mas que este exemplo ilustra de forma especialmente eloquente.

Tão impressionante como passar os olhos pela infindável lista de entidades, é interiorizar que tudo aquilo que ali está tem responsáveis, tem administradores, tem secretariados, tem viaturas e quase sempre tem motoristas. Olha-se para ali e percebe-se a dimensão do país dos boys: até uma gráfica a CP tinha, e até essa gráfica tinha gestores de nomeação política.

É por isso que digo que Portugal não muda. E que ninguém reforma o Estado a sério e a doer. Ou que então só o “reformam” quando do exercício resulta um número não muito diferente de entidades com lugares para preencher.


As regras da União Europeia impuseram-nos esta transparência e agora o INE vai poder olhar para as contas de todas estas entidades e fazer, no fim, as contas de somar que há muito deviam ser feitas. E o que é triste é que se hoje nos assustamos com a nova dimensão dos velhos défices, amanhã lá estaremos a ver se, no Clube de Golfe das Amoreiras, o tal onde nunca se deu uma tacada mas que certamente cumpre uma qualquer nobre função pública, quiçá social, porventura tão essencial como qualquer outro direito humano, não haverá ainda alguma mordomia disponível. Quem sabe…

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

A sonsice de Pedro Passos Coelho

O chuto para a Procuradoria é apenas um expediente espertalhão com o objectivo de adiar a admissão do óbvio: o primeiro-ministro fez asneira. E da grossa.

Não há qualquer vontade de apurar “a verdade” ou desejo de esclarecer a pátria no pedido do primeiro-ministro para a Procuradoria-Geral da República investigar o caso Tecnoforma. O Ministério Público tem mais que fazer e Passos Coelho sabe muito bem o que fez. Pode ter sido há 15, 20 ou 30 anos: ninguém se esquece de um ordenado que duplica o rendimento mensal. Simplesmente, Passos não quer, nem pode, admiti-lo – para ser coerente com o moralismo que apregoa, teria de se demitir no minuto seguinte. Donde, o chuto para a Procuradoria é apenas um expediente espertalhão com o objectivo de adiar a admissão do óbvio: o primeiro-ministro fez asneira. E da grossa.

Isto é simultaneamente ridículo e sintomático. Ridículo, porque os valores que estão em causa não justificariam a queda de um primeiro-ministro. Sintomático, porque o problema da Tecnoforma está longe de ser o dinheiro que pagava a Passos Coelho – a empresa é um retrato perfeito de como se desviam fundos europeus para actividades que podem até nem ser ilegais, mas que são inconcebíveis e imorais. Convém recordar aos mais esquecidos que a Tecnoforma era essa extraordinária empresa, impulsionada pelo romântico par Passos-Miguel Relvas, que se propunha, em troca de 1,2 milhões de euros, dar formação a 1063 pobres almas com um objectivo que parece saído do argumento de uma série cómica britânica: ensinar os mais de mil formandos a operar em nove aeródromos da Região Centro, dos quais só três estavam activos e empregavam, no total, cerca de 10 trabalhadores.

Foi assim que, durante anos e anos, foram estoiradas dezenas de milhões de euros de fundos comunitários que deveriam contribuir para o desenvolvimento do país. E claro: quem frequentava os corredores da Assembleia da República era um veículo privilegiado para canalizar os fundos para terrenos favoráveis. O Manuel sabia de um concurso para a formação de medidores de perímetros de beringelas e dizia ao Joaquim; o Joaquim sabia de um concurso para a formação de analistas em brilho de superfícies inox em restaurantes e dizia ao Asdrúbal; o Asdrúbal sabia de um concurso para formar os formadores disto tudo e dizia ao Manuel. A única variável neste processo era mesmo a dimensão da lata e a vocação dos senhores deputados e secretários de Estado para gerir negócios. Havia alguns, como Miguel Relvas, que tinham muita lata e muita vocação. Havia outros, como Passos Coelho, que provavelmente seriam um pouco mais modestos – mas que, ainda assim, aproveitavam uma migalha aqui e outra acolá, porque a vida é longa e o ordenado de deputado curto.

Só que, ao contrário de Relvas, que tem um sorriso do tamanho da sua lista telefónica e se assume como “facilitador de negócios”, Pedro Passos Coelho sempre se apoiou numa imagem de extrema modéstia e parcimónia. Ele é o homem de Massamá. Ele é o homem que passa férias em Manta Rota. Ele é o homem que pôs os ministros a viajar em turística. E esse homem, claro está, não pode conviver com uma acusação de cinco mil euros a caírem-lhe no bolso todos os meses sem que ele se recorde disso, ao mesmo tempo que invoca o estatuto de deputado em exclusividade para sacar 60 mil euros de subsídio de reintegração. É possível que Passos Coelho apenas tenha feito aquilo que todos fizeram durante os festivos anos 90. Só que aquilo que ele fez em 1999 não é aceitável em 2014. E ainda bem. A sonsice vai aguentá-lo – mas a sua reputação de governante impoluto morreu.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014


“O salário dos deputados portugueses deve ser objeto de uma discussão. Mas devem ganhar o suficiente. Em Portugal ganham pouco [3.515 euros brutos]”, referiu Marinho e Pinto, eurodeputado que abdicou do cargo e que planeia concorrer, com um partido próprio,  ao Parlamento Português.
Quanto ao montante que auferia enquanto bastonário, Marinho e Pinto considerou que “para quem vivia em Lisboa, sim [é um salário digno]. Acho que não permite grandes coisas. Não permite ter padrões de vida muito elevados em Lisboa, fora de casa, quando se deixa de exercer a profissão”, referiu o eurodeputado.Sobre este tema considerou o antigo bastonário da Ordem dos Advogados que a remuneração paga aos políticos não é “digna”, considerando ainda que “os órgãos de soberania em Portugal são mal remunerados, a começar no Presidente da República e a acabar nos juízes”, razão pela qual considera que “muitos políticos encontram formas, por vezes ilícitas, de suprirem essa deficiência”.
Ainda sobre o “divórcio” com o Movimento Partido da Terra, Marinho e Pinto disse não querer “revelar publicamente as causas de uma separação”, porém referiu que as divergências que levaram a este afastamento não foram ideológicas, “foram metodológicas. Um partido deve estar ao serviço do povo e do interesse nacional e não dos seus dirigentes”, atirou. 
Sobre a orientação política do partido que planeia fundar, Marinho e Pinto diz não estar preocupado com “a geometria política tradicional”, até porque esta “está, completamente, subvertida” e acrescenta: “O que é de esquerda ou de direita não faz qualquer sentido em Portugal. Vemos na esquerda atitudes que são de direita e observamos na direita posições que são mais próximas até da esquerda”. 

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"Não permite grandes coisas" é no mínimo relativo. 4800€ líquidos é um salário muito acima da média em Portugal (5 vezes acima da média). Considero acima de tudo que devia haver mais (e séria) discussão pública em Portugal sobre as diferenças salariais e as suas justificações.  
Talvez o assunto deixasse de ser tão incómodo se melhor compreendidas as diferenças, mas para isso era preciso honestidade e coragem para assumir consequências. 
Será que Marinho e Pinto está disposto a dar um primeiro passo?